Brasil

  Rio Grande do Sul

 Menu

 Página inicial
 Quem sou
 Trabalhos
 Artigos
 Notícias
 Assuntos 
da semana
 Livros 
 Cartas e Respostas
 Charges

 Contato para pales-
tras e assessorias

 Links 
Recomendados 
Outros
 E-mail
 Enquetes anteriores


OS VENDILHÕES DO TEMPLO

                                                Rogério Teixeira Brodbekc

              Pois nessa celeuma provocada pelos reformadores da Segurança Pública do RS que agora pretendem a mudança do Comando-Geral da Brigada Militar para o edifício da Secretaria localizado no antigo prédio da Rede Ferroviária Federal, praticamente esvaziando o vetusto prédio do Quartel General da Instituição, o que mais me espantou foi que 12 – isso mesmo, doze – coronéis em reunião do Conselho Superior votaram a favor da medida, isto é, pela transferência do Comando Geral do QCG.

            Não se computam nesse total os votos do Comandante nem do Subcomandante Geral, até porque o primeiro, como presidente do Conselho, não deve ter votado e não se conhece o voto do segundo, se contra ou se não esteve presente. Sabe-se de uma abstenção, ou seja, um tucano ficou em cima do muro.

            Pois esses vendilhões do templo não podem ter ficado em paz com suas consciências depois de um procedimento destes. Os antigos Comandantes Gerais já mortos devem estar se revirando nos túmulos e os vivos não sei como não tiveram um enfarte ou um derrame quando souberam dessa , como se diria em linguagem de futebol, "trairice".

            Com que cara vamos enfrentar uma decisão do secretário-sonhador e seu fiel escudeiro-ilustre desconhecido até ser premiado com o cargo que ocupa se nós mesmos não nos entendemos e temos inimigos na nossa própria trincheira? Mas será o pé do benedito que alguns "companheiros" se venderam para comprar a sua terceira estrela gemada e viraram companheiros literalmente? Mas onde é que estamos nós, brigadianos da velha cepa, que vamos ter de doar as nossas córneas porque ainda não vimos tudo nesta vida?

            Depois desse episódio, eu que critiquei acerbamente os nossos colegas que se manifestaram publicamente criticando o secretário, como que a lavar a roupa suja em aberto, já estou querendo achar que eles estavam certos, apesar de seus procedimentos nada terem resultado.

            Enquanto temos civis organizando abaixo-assinados para tentar manter o QCG ativo, há coronéis votando contra, "chutando contra o Chile". Segundo noticia a imprensa já são dez mil assinaturas. Quantas dessas serão de brigadianos do QCG? Quer dizer então que os civis estão fazendo aquilo que nós devíamos fazer, ou seja, resistir e lutar? Que vexame! Será que esses vendilhões não pensaram no passado da Corporação, na nossa tradição, na nossa independência, na nossa cabeça erguida ao longo desses mais de 160 anos? Será que querem que o Comandante-Geral fique sempre lambendo as botas do secretário-sonhador, que fique perto, sempre pronto a atender quando ele apertar a campainha do "corneteiro de ordem"? Enfim, o que fazer, senão votar melhor na eleição do ano que vem para que possamos reverter tudo de errado que esse governo que aí está já fez na tentativa de desmontar e desmoralizar a nossa Instituição. Mas até lá, é preciso resistir, lutar, botar a boca no trombone, mostrar à sociedade que querem fechar a Brigada, nos tornar uma polícia civil fardada, que são eles os causadores das greves, dos motins, das manifestações, com suas idéias de igualdade, que os oficiais são os culpados de tudo, que os soldados são uns coitadinhos e tudo o mais.

Vamos ajudar os civis a coletar assinaturas, sim. E vamos dizer a todos quem são os vendilhões do templo sagrado da Brigada que é o nosso Q.G. E quero ver então o que eles vão dizer aos seus subordinados, quais as jusitificativas que vão dar para essa atitude de traição!

 

 

adicione o Polícia e Segurança aos favoritos.

Clique aqui para assinar o Livro de visitas
Clique aqui para ler o Livro de visitas.
As idéias e opiniões aqui expressas são de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores.
 

Web designer: Otálio Afonso