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TRÂNSITO E PREVENÇÃO 

Alberto Afonso Landa Camargo

Com a aproximação de feriados prolongados, no decorrer dos quais mortes e mutilações por acidentes de trânsito se fazem mais presentes, aumentam as preocupações com tais ocorrências sem que, no entanto, a continuidade desse quadro macabro se modifique para melhor apesar das medidas anunciadas pelas autoridades. Ao fim de tudo, ficam apenas as recomendações e lamentações de sempre, que acabarão se repetindo mais adiante, porque, por alguma razão que não conseguimos entender, alguns motoristas irresponsáveis insistem em concorrer para que este círculo vicioso não acabe.

Tem-se apontado como principal causa dos acidentes a imprudência dos motoristas, o que é uma realidade. Um fator pouco comentado, no entanto, é a deficiente prevenção, que acaba concorrendo como um incentivo a tais procedimentos incorretos ao volante. Basta que se aproxime um feriado para que as autoridades responsáveis pelas polícias corram a anunciar aumentos de efetivos, o que não tem sido, porém, eficiente para diminuir a mortandade, porque, na prática, não se traduzem em prevenção efetiva. Paradoxalmente, o normal é não se ver policiais ou viaturas nas estradas, porque, quando presentes, postam-nas escondidas em curvas ou em meio às árvores. Assim colocadas, terminam os agentes atuando unicamente de maneira repressiva, o que não concorre para com uma objetiva e eficiente prevenção, eis que a medida não evita as imprudências responsáveis pelo morticínio que aumenta a cada feriado.

Equipamentos eletrônicos, por sua vez, anunciados com pompas como a grande solução, só são preventivamente eficientes nos pontos onde estão instalados e quando conhecida a sua localização, pois uma vez ultrapassada a sua área de alcance útil, os motoristas agem como se estivessem num quilômetro de arrancada com a certeza de que, a partir dali e por um longo trecho, não encontrarão mais nada, dada a falta de cultura preventiva das nossas polícias que atuam no trânsito nas estradas.

Ou as polícias substituem esta intolerável e ineficiente tendência à tocaia repressiva e os seus agentes passam a ser mais visíveis nas estradas, ou ao término de novos feriados estaremos lendo e ouvindo na imprensa, e lamentando, as mesmas tristes notícias de sempre de que acidentes e fatalidades mais uma vez aumentaram descontroladamente.

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