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AS PALAVRAS DO SECRETÁRIO

                                                                        Rogério Teixeira Brodbeck

   Ao término do seqüestro ocorrido em Porto Alegre no último fim-de-semana em que o motorista e passageiros de um táxi-lotação foram mantidos dentro do coletivo por mais de 26 horas, diversos fatos devem ser motivo de análise de parte da população, além, é claro, das autoridades responsáveis, senão vejamos: após o bandido ter-se entregue, o dublê de jurista e secretário de Segurança do RS disse que o final do episódio só foi conseguido graças às palavras porque elas são mágicas.

   Tem razão o douto. Ninguém conseguiu expressar-se com tanto eufemismo como o senhor secretário. Sua especialidade é o uso das palavras, seu manuseio, suas metáforas e suas farpas quase sempre dirigidas aos que lhe dão sustentação no cargo, os policiais, os agentes penitenciários, os peritos, contra os quais normalmente investe e diz as mais estapafúrdias coisas, quando mais não seja acusando-os de integrarem uma "banda podre" e outras abobrinhas que costuma soltar ao vento. Inclusive certa vez o mesmo disse, após um assalto a uma farmácia na Capital, que se fosse ele a estar passando fome também assaltaria. Parece que o seqüestrador ouviu e resolveu seguir o conselho. E até ganhou algo, pois sua mulher e filhas vão receber uma cesta básica do governo. Quem disse que o crime não compensa? E as vítimas. vão ganhar o que mesmo? E os brigadianos que trabalharam no caso?

    Desta vez, porém, realmente as palavras, além do tempo, foram decisivos para a solução pacífica do caso. Só que não pela intervenção do secretário e seu palavrório inútil (que só chegou ao local na hora de receber o bandido e mais tarde no "show" que foi a entrevista coletiva, ou seja, na hora do "abraço"e das Câmaras e microfones, estavam todos lá) mas dos responsáveis pela condução do assunto, quais sejam os negociadores profissionais que cuidaram do episódio - o tenente coronel Rodolfo Pacheco e o major Leandro, respectivamente comandante e subcomandante do Batalhão de Operações Especiais (BOE) da Brigada Militar. Os citados oficiais, técnicos no assunto, souberam realmente dar ao caso o tratamento que o mesmo merecia, com o devido respaldo do comandante do Policiamento da Capital que por sinal andou quase defenestrado do cargo por obra e graça da CUT, MST e outros movimentos do tipo pela ação enérgica da Brigada quando da inauguração do aeroporto Salgado Filho na Capital em que os baderneiros de sempre interromperam o acesso ao local. Não fosse a decisão do coronel Tarso Marcadela, e a BM teria "pago um mico" daqueles pois forças do Exército estavam no aguardo de uma negligência da PM gaúcha para entrar em ação e garantir o direito de ir e vir, constitucionalmente assegurado mas só lembrado quando convém a essa laia.

    Voltando ao 1º seqüestro, desta vez o secretário teve de engolir a profícua ação dos Oficiais da Brigada Militar que mais uma vez demonstraram estar preparados para a suas funções inobstante as críticas que recebem do chefe, as más condições de trabalho e os soldos sem reajuste há seis anos que lhes pagam (só as praças e os oficiais até o posto de capitão é que tiveram reajuste e assim mesmo uma "merreca").E já na terça feira, mais uma ação da BM e outros três seqüestradores (um "de menor") foram presos depois de manter um casal cativo em sua própria casa em Novo Hamburgo. E tudo isso sem disparar um tiro, sem um ferimento em quem quer que seja. Como diz o apresentador aquele da TV, "é show de bola", Brigada. De novo.                                                   

 

 

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