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O RIO DE JANEIRO E AS FRONTEIRAS 

Alberto Afonso Landa Camargo 

Nas favelas do Rio de Janeiro o que se vê são traficantes de drogas ostentando armas que só são permitidas às forças de segurança. Se o Brasil não produz drogas nem fabrica tais armas, como é possível que estejam presentes na Cidade Maravilhosa?

Tudo passa sem maiores obstáculos pelas nossas desguarnecidas fronteiras e é o principal instrumento a alimentar o crime. Não apenas o diretamente ligado ao tráfico, mas outros inúmeros delitos que são consequência dele, como os cometidos por viciados que, para obterem algum dinheiro, os praticam para comprar drogas nesse lucrativo comércio. Tão lucrativo, que presos famosos não se preocupam com seu encarceramento, o que garante além da segurança de que desfrutam vinte e quatro horas por dia, polpudas contas bancárias a serem desfrutadas na velhice tranquila quando soltos pelos benefícios de legislação branda que compensa o crime.

Desta forma, um raciocínio simples nos leva à conclusão de que, combatido tal tráfico, teremos sensível diminuição dela, sem contar que grande contingente de famílias deixará de passar pela degradação proporcionada pelo vício.

O mesmo tráfico que tem levado o caos ao Rio de Janeiro e provoca o empenho das polícias estaduais no seu combate, sem dúvidas as organizações que mais sofrem baixas, também começa nas nossas despoliciadas fronteiras, significando que, se isto for revertido, teremos mais segurança naquele Estado e famílias ficarão menos vulneráveis aos malefícios que drogas e armas clandestinas promovem.

A polícia federal, a quem compete constitucionalmente guarnecer fronteiras, demonstra-se desequipada de efetivos e de meios materiais para atender os milhares de quilômetros que compreendem nossas divisas. Foi por isto que a legislação atribuiu esta competência também ao exército, que já devia tê-las ocupado há muito tempo.

As razões desta omissão são incompreensíveis, eis que, se é impossível extirpar o crime do meio social, é perfeitamente possível reduzi-lo consideravelmente ocupando fronteiras.

Se isto já tivesse sido feito, teríamos menos policiais estaduais a trabalharem nas consequências desta omissão e menos famílias a sofrerem com tal descaso que se arrasta há tantos anos.

Em vez de clamar por exército nas ruas, o que significa tratar as conseqüências da omissão, quem sabe pedimos que ele vá às fronteiras combater no nascedouro o alimento da criminalidade?

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