Brasil

  Rio Grande do Sul

 Menu

 Página inicial
 Quem sou
 Trabalhos
 Artigos
 Notícias
 Assuntos 
da semana
 Livros 
 Cartas e Respostas
 Charges

 Contato para pales-
tras e assessorias

 Links 
Recomendados 
Outros
 E-mail
 Enquetes anteriores


POLÍCIA REATIVA E POLÍCIA PREVENTIVA 

Alberto Afonso Landa Camargo 

Antes do regime militar implantado no Brasil era comum vermos espalhados por bairros e vilas os postos policiais com um ou dois brigadianos que prestavam inestimáveis serviços, não apenas relativos à polícia propriamente dita, como a outras áreas, eis que, dotados de rádios e telefones, ajudavam as pessoas nas suas necessidades quanto a transporte de parturientes, de doentes, bem como de reivindicações correntes, como serviços de água, de luz, dentre outros. Os brigadianos moravam nas localidades e interagiam comunitariamente. Uma polícia comunitária no seu mais puro conceito, embora alguns desmemoriados digam que polícia comunitária é invenção de hoje. A diferença é que antes do regime ela funcionava e, agora, não passa de discurso vazio porque, apesar da propaganda, os policiais sumiram das ruas.

O sumiço tem explicações. Com o advento do regime, os policiais distribuídos nas comunidades tiveram que ser aquartelados por imposição da nova tarefa de constituir tropa de reação capaz de controlar tumultos e manifestações públicas, isto quando não formavam contingentes preparados para combater guerrilhas. A polícia começou a perder sua identidade preventiva.

Hoje, em especial com a criação do capitão Nascimento e sua tropa de elite, não se ouve mais falar em prevenção, predominando a inclinação policial para atividades reativas. Não só acabaram com os postos policiais, como as ruas estão órfãs de segurança. O incentivo à formação de polícias reativas em detrimento das preventivas é tão significativo, que não faltam classificações megalomaníacas para qualificar tropas que só agem após eventos críticos. Assim, polícias de reação são classificadas como de elite, enquanto os poucos policiais que ainda são vistos nas ruas não merecem nenhuma qualificação e ficam esquecidos como se não passem de peças insignificantes e sem preparo jogadas a atividades de segunda categoria. Elite passou a ser sinônimo de policial reativo, vestido com uniformes diferentes e equipado com armamentos sofisticados e artefatos cinematográficos que os ornamentam, mais próprios de alguém que vai à guerra do que à proteção de comunidades. E como pertencer à elite é mais significativo do que estar nas ruas fazendo tarefas preventivas, aos poucos a prevenção deu lugar a verdadeiros contingentes reativos porque isto é o que chama a atenção e dá orgulho aos policiais.

Pois nestes tempos de eleições municipais, ouvidos os candidatos a prefeito, só se fala em armar e equipar a guarda municipal. Vem aí, assim, mais uma polícia reativa com seus contingentes de elite, enquanto o policial das ruas a cada dia some do meio das comunidades.

Leia mais:   Artigos   -   Trabalhos   -   Notícias/pesquisas

 

 

adicione o Polícia e Segurança aos favoritos.

Clique aqui para assinar o Livro de visitas
Clique aqui para ler o Livro de visitas.
As idéias e opiniões aqui expressas são de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores.
 

Web designer: Otálio Afonso