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POLÍCIA E EMPRESA 

Alberto Afonso Landa Camargo 

Nestes tempos em que polícias importam técnicas de administração empresarial para melhor funcionamento, qualificação e aprimoramento de serviços, saltam aos olhos algumas contradições. Enquanto umas, pelo nível salarial privilegiado que ostentam, só teriam em seus quadros executivos de ponta oferecendo um trabalho de qualidade, outras só administrariam conflitos em razão do baixo padrão salarial, ofertando produtos cuja qualidade está muito aquém daquilo que exigem os consumidores. Os executivos daquelas se dedicariam entusiasticamente e em tempo integral às suas tarefas e os funcionários destas precisariam continuar arriscando-se em outros empregos paralelos como forma de aumentar os ganhos, insuficientes à garantia do seu sustento.

Algumas polícias precisariam rever conceitos tradicionais de suas históricas administrações para não continuarem paradoxalmente remunerando substancialmente melhor os funcionários que cedem graciosamente para outras empresas, enquanto não dão atenção aos trabalhadores das próprias instituições que são responsáveis pela produção do serviço mais procurado e reclamado pela população: a segurança.

Há polícias, só para exemplo, que pagam mal seus quadros e não deixam de discursar entusiasticamente exigindo sacrifícios em troca de uma dignidade salarial prometida mas que nunca chega. Cedem funcionários para outros setores do governo que nada têm a ver com segurança pública, garantindo a estes gratificações bem superiores ao salário que pagam aos que diuturnamente se preocupam com a execução e a entrega de produtos que a empresa tem a obrigação constitucional de produzir. Aliás, garantem a alguns funcionários que saem da empresa para dedicar-se a outras, uma aposentadoria bem mais tranqüila, eis que incorporam as gratificações que acabam acrescidas ao salário até o fim dos dias. É uma linha de administração que levaria à bancarrota qualquer empresa privada, eis que não é admissível investir-se na formação e no aperfeiçoamento de funcionário que vá aplicar seus conhecimentos em outra empresa, garantindo sucesso a esta, enquanto aquela pena diuturnamente para ofertar um produto que não satisfaz os consumidores.

A revisão procedimental em polícias que pretendessem seguir o caminho de empresas se faria urgente, sob pena de que a segurança, o mais importante produto oferecido e largamente exigido pela população, não chegue ao consumidor com a qualidade que se espera.

Nenhuma empresa com tal administração seria capaz de sobreviver salvo em razão de algum milagre. Neste caso, não se enganem, porque o produto, de qualidade só teria a embalagem até porque esta, certamente, não seria fabricada pela empresa.

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