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CULPA SÓ DA POLÍCIA? 

Alberto Afonso Landa Camargo 

Que a segurança pública está pela hora da morte, não restam dúvidas. Basta que se leia um jornal e veja-se televisão para que lá esteja alguém reclamando que não há polícia nas ruas. Mas será que a culpa é só da polícia que abandonou as ruas? Será que as pessoas têm razão em voltar seus reclamos unicamente para uma polícia que se afastou da prevenção, apesar desta ser fundamental?

Zero Hora noticiou, dia 29, que uma quadrilha envolvida em assaltos espetaculares e homicídios sofreu revezes ao ter dois de seus líderes tirados de circulação. Um deles foi morto após tirotear com a polícia e outro foi hospitalizado em estado grave. Nenhuma novidade não fosse o fato de que ambos tinham condenações judiciais e fugiram após contemplados com progressão para regime semi-aberto. O morto, condenado a 11 anos, já fugira duas vezes do regime semi-aberto, o que nos faz incrédulos por constatar que, tendo se evadido uma vez, foi considerado suficientemente confiável para receber novamente o benefício. O ferido, por sua vez, envolvido em um roubo em aeroporto de Santa Catarina de onde foram levados três milhões de reais e assassinado um vigilante, já contava com duas condenações, uma a 17 e outra a 23 anos. O que é difícil de compreender são as razões que fazem com que dois criminosos, cujas penas somadas chegam a 51 anos de prisão e usam fuzis e outras armas sofisticadas para a prática de seus crimes, gozem dos benefícios do regime semi-aberto.

Um raciocínio sem muito esforço nos diz que alguma coisa está errada. E não é só a falta de polícia nas ruas. É claro que não vamos absolver a polícia, que, sabidamente, tem suas falhas e problemas que não lhe permitem o cumprimento de suas tarefas como deseja e reclama a população. Mas é preciso que se faça justiça e não se diga que somente ela é culpada. Há mais gente que precisa ser chamada à responsabilidade, pois se bandidos condenados a penas tão altas e responsáveis por crimes bárbaros gozam de liberdade e em função dela voltam ao crime como se o povo trabalhador nada valha, não é a polícia unicamente que deve ser chamada a responder por isto.

Ao não se levar em conta a sociedade atribuindo-se maior preponderância ao indivíduo, parece-me que não apenas aquela acaba desassistida, mas também os criminosos, que, como se depreende da notícia que exemplificamos, hoje estariam com suas integridades garantidas uma vez mantidos no cárcere.

E, é claro, a polícia seria menos culpada...

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