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CRIMINALIDADE, PLANEJAMENTO FAMILIAR, ETC

 Rogério Teixeira Brodbeck

   O que tem a taxa de natalidade brasileira a ver com os índices de criminalidade verificados no país? Segundo alguns estudiosos, muito. Essa foi uma das tônicas do último Fórum da Liberdade realizado em Porto Alegre (este sim, um fórum verdadeiro, vez que trouxe especialistas e convidados de todas as matizes ideológicas: o outro, bem, é só uma reuniãozinha de esquerdas, festivas ou não, do mundo, suplementada por um grande acampamento em que deu de tudo inclusive uma fumacinha aqui e uma picada acolá, entre outras distrações).

   Pelos dados de natalidade exibidos assombra a afirmação do doublê de médico e escritor (leia-se "Estação Carandiru") Dráuzio Varella de que "a maioria das meninas entre 10 e 18 anos que têm filhos são pobres, porque ricos não têm filhos com essa idade". Já a pesquisa mostrada pelo economista Eduardo Gianetti da Fonseca, feita pelo Ministério da Saúde, revelou que em 1988 foram realizados nos hospitais públicos do país cerca de 690 mil partos em jovens com menos de 19 anos de idade, dos quais 31 mil com menos de 14 anos.

   As duas informações, combinadas, levam à conclusão que a maioria esmagadora desses filhos nascidos pobres serão mais suscetíveis de sucumbirem ao crime, o que, por sua vez, leva a outra questão complexa: e o planejamento familiar, por que não é feito? Para Dráuzio, a infância negligenciada é uma das causas estruturais da criminalidade; já para Gianetti, há "um abismo entre o comportamento reprodutivo de ricos e pobres no Brasil". E, antes que me acusem de preconceituoso, já vou dizendo (o que sempre disse, aliás): pobreza não é sinônimo de criminalidade porque se assim o fosse estaríamos num país de criminosos eis que a pobreza aqui impera. Mas que contribui muito, ah, isso contribui.

   Logo, está na hora de o governo intensificar ações de planejamento familiar junto às camadas mais excluídas (para utilizar um termo que o companheiro/presidente Lula e seus correligionários tanto gostam) a fim de mostrar-lhes as conseqüências que uma gravidez pode trazer mais tarde: fome, doenças, aflições, etc, e crime! E a Igreja que pare com essa baboseira de liberdade de natalidade. Só quem atende em hospital público e/ou filantrópico sabe o quanto de pobre nasce por dia nesses locais. É preciso incentivar, sim, que as pessoas que não podem ter/criar filhos que não os tenham. E para isso deve haver campanhas de orientação, distribuição gratuita de contraceptivos (camisinha não é só para prevenir AIDS, afinal se distribuem até seringas para viciados...) e tudo o mais que se possa fazer nesse sentido.

   Para ficar no tema, têm-se acentuado nos últimos tempos notícias sobre ocorrência de assaltos a imobiliárias, postos de gasolina, etc, no Estado. Em um desse casos, o dono de um posto de Guaíba informou que já foi assaltado mais de 20 vezes em sete meses. No último, em meio à faina diária, ele, mais uma secretária e 11 frentistas foram atacados e tiveram R$ 13 mil roubados. Noutro dia, um mensageiro dele foi abordado na entrada de um banco quando levava, pasmem, um malote com R$ 80 mil para serem depositados. Salta aos olhos que em ambos os casos havia muito dinheiro. E eu pergunto: mas por que esse dono de posto manteve R$ 13 mil em dinheiro no seu estabelecimento até àquela hora (17h)? Por que não depositou antes? E mais: por que o movimento do posto do fim de semana foi levado por apenas um funcionário de uma vez só ao banco, sem escolta, sem nada? Acham que bandido não observa, não cuida, não sabe da rotina das empresas?

   No caso das imobiliárias, a coisa já é antiga: os assaltos ocorrem sempre no período de pagamento de aluguéis. Nesse caso, a solução é mais simples: pagar em banco, não dando chance para o azar. Essas - poucas é verdade - imobiliárias que ainda recebem pagamentos pelo menos deveriam ter uma estrutura de segurança, com cofre, porta de ferro, guardas, etc. De peito aberto, é um convite. Claro que nada disso justifica os crimes praticados, mas que as pessoas e empresas têm de cooperar e se ajudar, ah, isso também é verdade.                                   

 

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