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DE PÍLULAS, DE MILAGRES E DE INTOLERÂNCIAS 

   Alberto Afonso Landa Camargo 

Quando da visita do Papa ao Brasil, grupos de pessoas manifestaram-se publicamente contrários à Igreja Católica dizendo que o Papa mente para o povo. Foram acusados, inclusive pela imprensa, de “intolerância religiosa”.

Ou não sabem o que isto significa, ou são daqueles tantos inocentes que acreditam que só há uma religião verdadeira e que Deus é um discriminador que se norteia por preferências religiosas que dizem que o Papa é santo e Seu representante na terra, como se Ele precisasse disto para apresentar-Se e conduzir-Se. Se for isto o que pensam os que não admitem que alguém possa contestar os procedimentos papais, é de causar pena, eis que nunca se poderá admitir um deus que elege uma única religião como sua e declina preferências pessoais discriminando quem não comunga com tal inclinação religiosa.

Classificar como “intolerância religiosa” a opinião de que o Papa é uma criatura como qualquer outra, sujeita a todos os defeitos que afetam o ser comum, portanto capaz inclusive de mentir, é crer que uma simples pílula de farinha e água tem poderes miraculosos. Acredita, quem sabe, que o Santo Brasileiro só vai ajudar aquele que comprar e ingerir o prosaico comprimido. Seria como se o Santo, ao ouvir súplicas, respondesse: “já ouvi e anotei teu pedido, agora vai lá em Guaratinguetá, compra e come o comprimido, pois só assim poderei atender a graça solicitada”.

Ora, se o Papa não mente quanto a estas crendices que só servem para fomentar um comércio que ajuda a encher as burras do Vaticano com mais riquezas, pelo menos é omisso ao não alertar os incautos de que Deus e Santos não fazem exigências comerciais nem de ingestão de pílulas para conceder graças, mas distribuem-nas pela Sua suprema bondade, sabedoria e parcimônia àqueles que são merecedores, sem deixar, também, de compreender e perdoar os que não comungam com o bem porque são Seus filhos e devem encontrar o caminho que os leve a compreender que, apesar do livre arbítrio, não estão aqui para desprezar o seu irmão. Aliás, ao manterem as pessoas em erro acreditando que água e farinha promovem milagres bastando comprá-las em forma de pílulas em frente a um templo, são tão omissos quanto o Papa os seus sábios teólogos, estudiosos de assuntos do espírito, que tampouco fazem algo para coibir o comércio que se vale da exploração da fé mentindo que graças podem ser alcançadas com a ingestão de um comprimido.

Imaginem se a venda de coisas anunciando milagres fosse feita por alguma outra religião e defendida por seus bispos ou pastores. Certamente estes seriam acusados de charlatanismo pela exploração da crendice popular.

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