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OPORTUNISMO

                                                                                   Rogério Teixeira Brodbck

    Nem o corpo do prefeito Celso Daniel, de Santo André (o "A" do ABCD paulista) havia sido enterrado e já se ouviam vozes da esquerda xiita querendo debitar a autoria do brutal homicídio (se é que existe homicídio que não seja brutal) a setores da direita, emergentes da "ditadura" que estavam querendo calara os adversários para sempre como o faziam nos porões daquela época. E mais: alguns aproveitaram o momento para perguntar o que havia acontecido com aqueles torturadores a serviço do regime militar. Respondo eu: o mesmo que aconteceu com os guerrilheiros da luta armada, terroristas, assaltantes de bancos e seqüestradores de dignitários, muitos dos quais hoje ocupam altos cargos na administração pública em todas as esferas e em todos os poderes. Ou seja: foram anistiados, fruto de uma lei de anistia resultado de consenso de todas as partes envolvidas. Ponto.

    Se fosse para se falar em ideologização do ato criminoso poderíamos trazer à baila práticas que eram (eram?) comuns em alguns países socialistas – corrente a que, todos sabemos, o partido do prefeito morto é fervoroso adepto – como em Cuba onde os adversários do comandante Fidel foram postos no paredon,na China vermelha onde se executavam os oponentes do regime com tiros na cabeça e na União Soviética de Stálin. Logo, a prática de eliminar adversários políticos não é exatamente um privilégio (se é que foi algum dia) da "direita" como os oportunistas querem nos fazer crer.

    Voltando à vaca fria: não me parece que o assassinato do prefeito paulista seja fruto de desavença política, partidária ou o que quer que seja. Posso até queimar a língua – até porque, à distância, querer interpretar tais fatos seria muita pretensão – mas quem sabe a vítima reconheceu os seus algozes e os poderia identificar depois? É uma hipótese razoável, porque se o objetivo fosse mesmo matar o prefeito, por que não foi isso feito de imediato? Por que arriscar um seqüestro, diante de testemunhas, ter todo um trabalho de manter um cativeiro e depois praticar o ato final? Algo não fecha na história!

    De tudo, o que se lamenta é que mais uma vez as autoridades só vão se "mexer" sob pressão, isto é, precisou ser morto de forma ignominiosa uma personalidade pública para que Lula subisse a rampa do Planalto para tratar com o presidente FHC da questão da segurança pública. Quantos morrem por dia nas favelas, nas ruas, nas estradas e tais atos não têm a mesma repercussão? Quantos mais precisarão ser mortos para que se comece (não pensem que a questão vai ser resolvida de forma imediata) a revitalizar as polícias e os policiais, se instrumentalize o Ministério Público, a Justiça Criminal e se promova uma reorganização geral do sistema jurídico, processual penal e penitenciário do país, sem falar no combate às causas? Quantos?

 

 

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