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NEM MAS NEM MEIO MAS

Percival Puggina 

Espero firmemente que jamais tornemos a ver algo parecido, porque, se isso acontecer, estaremos condenados a morrer num mundo muito pior do que aquele em que vivemos. Assim, minha indignação converge para dois focos. Num deles estão os autores do atentado, necessariamente fundamentalistas islâmicos; no outro, os que, entre nós, buscaram razões sociais, políticas e econômicas para explicar os acontecimentos de Nova Iorque e Washington.

Os primeiros são os psicopatas da religião, que mataram convencidos de estarem servindo a Deus, e que morreram certos de que partiam desta vida para irem ao encontro dos mais suculentos frutos do Paraíso. Os segundos queimaram seus neurônios na chama da ideologia. Têm gabinete na Assembléia Legislativa, lecionam nossos jovens nas universidades, dirigem sindicatos. Ouvidos sobre os fatos, foram unânimes em reprová-los, mas (e é esse mas que dá causa à minha indignação) encontraram para eles a explicação de sempre.

As ideologias, especialmente as ideologias de extração marxista, têm o dom de tudo reduzir ao denominador comum da luta de classes. O cofre dos mais complexos fenômenos sociais e econômicos é aberto com a mesma e simplória gazua. Em conseqüência, nossos conterrâneos condenaram o ataque (mas) jogaram a culpa nas vítimas e explicaram a ação como produto de um conflito entre oprimidos e opressores. E assim avança a mais sinistra ideologia do século XX, porque dela não se pede atestado de bons antecedentes.

Qualquer pessoa que leia jornais sabe que o terrorismo é um fenômeno de motivação essencialmente religiosa e étnica, raramente é apenas político, e nunca foi expressão de luta de classes. Oprimidos às vezes atacam armazéns e eventualmente fazem revoluções. Jamais são financiados por bilionários nem arremessam aviões contra edifícios.

Não estou escrevendo para convencer alguém porque estas coisas, quem entende, entende, e quem ainda não entende, jamais entenderá. Quero, apenas, expressar minha indignação com os fatos e com os "mas" de que alguns os revestiram. E alertar para o risco envolvido em se confiar braço armado, giz de professor e caneta pesada a uns e outros.

 

 

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