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A LÓGICA DO DAVID 

Alberto Afonso Landa Camargo 

A matéria da página dois do Caderno Cultura da Zero Hora de 31 de janeiro indica que a lógica inconsistente do David Coimbra contaminou o jornal inteiro. David criou a premissa de que o CEPERS é mau e, disto, concluiu que todos os professores são maus e, não satisfeito, deduziu que todos os funcionários públicos são maus. Acuado pelas reações daqueles que ele generalizou como maus, David agora assume-se como vítima, dizendo-se ofendido pelos que escrevem contra o seu raciocínio falacioso. E o jornal o apoia aduzindo que a reação das pessoas ofendidas se deram porque não aceitam críticas e não reconhecem o direito destas de exigir qualidade da máquina pública.

Ora, os funcionários entendem que qualquer pessoa pode e deve reclamar dos serviços e isto está largamente demonstrado nas manifestações feitas no blog do David. A reação deu-se porque o David foi injusto ao generalizar aos funcionários, indistintamente, ofensas consequentes das mágoas que aparenta em relação aos dirigentes do CEPERS.

Perdido nos argumentos, David agora muda o foco da questão e posta-se de coitado, generalizando injustamente mais uma vez ao tentar passar a ideia de que todos os que com ele não concordam o ofendem. E parece que está conseguindo conduzir a opinião pública. Mas basta voltar ao blog do David para ver que a maioria dos que se manifestaram o fizeram de forma coerente, sem ofensas e apenas se insurgiram contra a generalização. Afinal, isto é natural, pois ninguém gosta de ser acusado de estar na carreira para não trabalhar e apenas para tratar mal as pessoas que precisam do serviço público. O raciocínio inconsistente do David não fica só nisto. Ele pretende, também, que todos reajam da mesma forma, como se a diversidade cultural e personalista não existisse e todos devessem pensar tal como ele e aceitar sem discussões tudo o que ele diz. Porém, se a reação dos funcionários foi coerente, não se pode dizer o mesmo do David: enquanto este, descontente com o CEPERS acabou se voltando contra todos os funcionários públicos, estes não generalizaram atacando todos os jornalistas da Zero Hora.

Por outro lado, o mesmo jornalista que hoje reclama o direito de criticar funcionários públicos, e efetivamente tem este direito como cidadão, em crônica publicada em 2007 disse que as pessoas de classe média e bem nutridas que lotavam o palco das disputas olímpicas panamericanas não tinham o direito de vaiar o presidente Lula. Ou mudou o David e ele agora entende que a vaia é um direito legítimo de quem paga impostos, ou os direitos destes continuam a variar conforme o viés ideológico do cronista.

Por tudo isto, é uma pena que os funcionários públicos não tenham consciência da sua força para rasgar suas assinaturas de jornais e passar ao largo das bancas toda vez que forem ofendidos injustamente por algum jornalista. Quem sabe assim, desconhecendo as injustiças de que são vítimas, não causem melindres a seus ofensores que, do alto de sua soberba, entendem-se inatacáveis.

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