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A HORRÍVEL VIDA POLICIAL 

Alberto Afonso Landa Camargo 

É indiscutível que algumas pessoas, apesar de indignadas com o assassinato de um policial, um bravo homem da lei que saíra para trabalhar como se fosse um dia qualquer, achem justificáveis aplausos a um criminoso só porque o Estado não se faz presente na Vila Areia. Mas onde está a culpa do policial se o Estado não cumpre obrigações de satisfazer necessidades de parcela considerável do povo? Será que ele, também maltratado pelo poder público, torna-se descartável só porque o Estado não está lá?

Morreu brutalmente ante a ovação popular um trabalhador que, apesar dos sacrifícios da profissão, preferiu, ao contrário de traficar drogas e de aplaudir traficantes, empenhar-se em estudar e chegar ao bacharelado em Direito porque pretendia melhorar suas condições sociais e propiciar a seus filhos condições para que eles não acabassem batendo palmas em apologia a um assassino. Quantas vezes o policial deve ter deixado de usar xampu e sabonete perfumado, abdicado de ir ao cinema para assistir à pré-estréia do Homem-Aranha e trabalhado com afinco nas suas férias sem automóvel, sem jogos na praia e sem churrasco, para concluir um curso superior e ter chances de galgar uma profissão menos perigosa, mas de inegáveis compensações financeiras capazes de dar vida melhor à família que também arcou com sacrifícios?

Pois este profissional de parcos salários e de condições precárias de trabalho, por se estar empenhando em melhorar sua vida, se não tivesse sido assassinado por mãos que em conluio aplaudiram e incentivaram quem puxou o gatilho, passaria, de repente, a ser culpado das mazelas sociais que o Estado, pela sua omissão, impõe a alguns. E tudo só porque, agora, poderia usar xampu, sabonete perfumado, freqüentar um cinema e, quem sabe, praticar algum esporte na praia.

E há quem ache que não é horrível aplaudir-se quem brutalmente tira a vida de um trabalhador. E há quem não compreenda que o aplauso acaba sendo incentivo a que outras mortes se sigam, como se a falta do Estado a tudo justifique, inclusive o sacrifício de quem não administra o ente público e não tem responsabilidades com os desmandos que diariamente conhecemos pelas manchetes que enchem jornais.

Indignado eu estou com a morte de um policial; com quem puxou o gatilho; com quem aplaudiu o ato; com quem acha que a omissão do Estado justifica que morra quem nada tem a ver com ela. Como é horrível a vida policial!

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