Brasil

  Rio Grande do Sul

 Menu

 Página inicial
 Quem sou
 Trabalhos
 Artigos
 Notícias
 Assuntos 
da semana
 Livros 
 Cartas e Respostas
 Charges

 Contato para pales-
tras e assessorias

 Links 
Recomendados 
Outros
 E-mail
 Enquetes anteriores


FEIJÃO COM ARROZ

   Rogério Teixeira Brodbeck

   Antes tarde do que nunca, diz o ditado. Pois não é que em São Paulo um alto dirigente do Partido dos Trabalhadores resolveu aderir ao feijão com arroz velho de guerra, abandonando alguns dos modernos conceitos que vínhamos ouvindo aqui por este Rio Grande gaudério sem nenhum resultado prático, é verdade.

    Pois trata-se de ninguém mais do que o deputado federal José Genuíno, virtual candidato petista ao governo do maior estado do país que declarou alto e bom som para quem quisesse ouvir que os direitos humanos não podem elidir a ação enérgica e de força da polícia, ao defender uma maior presença da PM nas ruas de São Paulo. Vindo de quem veio, a afirmação soa como uma sinfonia para os nossos ouvidos, uma vez que já se achava que o PT tinha descoberto a pólvora ao inventar ações policiais delicadas e de omissão para (não) agir nos conflitos "sociais" (leia-se invasões de terras, de edifícios públicos, de destruição de plantações experimentais – olha o 2º Fórum Mundial de novo aí, gente!) haja vista que os direitos humanos (dos bandidos, bem entendido) estaria acima de tudo e de todos. Isso deve explicar o motivo do abraço do secretário gaúcho da Justiça e da Segurança no seqüestrador do táxi-lotação.

    Aliás, o todo-poderoso sonhador rebateu as afirmativas do deputado paulista, dizendo (segundo a Imprensa local) que ele estaria "equivocado na sua visão para acabar com a violência" enfatizando que "se levada às últimas conseqüências, a proposta terminaria por saturar todos os espaços sociais com a polícia(...) criando-se "um estado policial no País, sem levar em conta o grau de corrupção". Mestre na arte de manipular palavras e conceitos, mais uma vez equivocou-se o festejado jurisconsulto gaúcho.

    Primeiro, porque nada pode ser levado às últimas conseqüências haja vista que tudo é relativo. Radicalismos à parte, pois, o que o deputado José Genuíno, que é do PT mas não é burro, quer é que a polícia aja como tal e vá às ruas. Simplesmente isso. Não mais que isso. Nada de dirigente do MST ligando sei lá pra quem para reclamar da ação da PM em tal ou qual invasão de prédio público. Ou pedindo a cabeça de comandante de tropa que reprimiu, dentro da lei e com a força e a energia que ela lhe permite, obstrução ao direito de ir e vir e perturbação da ordem pública como no caso da (re)inauguração do aeroporto porto-alegrense, por exemplo. Enquanto que o nobre secretário do RS interpreta isso como uma "policialização" do Estado, numa tentativa de alarmar a população quando o que ela mais quer é justamente mais polícia nas ruas. E, afinal, que "espaço social" seria saturado com a polícia? Se as ruas e as vias públicas se encaixam dentro desse conceito, ótimo, embora a gente saiba que as PMs (nem a daqui nem a de lá) têm efetivo suficiente para isso. Mais PMs nas ruas ajuda, ah isso lá ajuda. E só não enxerga isso quem não tem mais argumentos lógico-racionais e fica nos querendo incutir filosofias baratas. E inúteis, com um palavreado que até garantiu seguidores dentro das Corporações, como que a achar que somos idiotas e não enxergamos nada nem vemos nada. Meu aplauso ao deputado Genuíno. Ele quer o simplesinho. Mas que é eficaz. Sem muito papo e com mais ação. Só.

 

 

adicione o Polícia e Segurança aos favoritos.

Clique aqui para assinar o Livro de visitas
Clique aqui para ler o Livro de visitas.
As idéias e opiniões aqui expressas são de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores.
 

Web designer: Otálio Afonso