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ESPECIALISTAS 

                                   Rogério Teixeira Brodbeck 

“De médico e louco, todo mundo tem um pouco”, diz o ditado.

Nosso país é de uma prodigalidade em talentos nunca vista. Basta ocorrer uma situação inusitada para que aflorem opiniões dos mais diversos matizes, vindos dos mais respeitados especialistas (!) aos quais nossa mídia, sempre tão incansável na busca de soluções e pareceres, acorre sempre. Até parece que sempre tem na algibeira um mailing pronto para acionar como se faz quando uma personalidade está às portas da morte ou quando alguma seleção ou time está à beira da conquista de um título ou um político quase eleito.

Seguidamente vemos opiniões na Imprensa, não importa o meio, com pareceres estudados, gestos estudados, embasamentos rebuscados, citações pomposas, vocabulário politicamente correto. Não raras vezes vai se buscar a origem do “expert” e não se acha muita coisa a título de conteúdo intelectual... Achistas simplesmente.

Quando surge um surto qualquer de uma doença, os palpiteiros de plantão, como que esperando uma entrevista, lançam de seus bunkers notas de esclarecimento, palpites do que e como fazer. Vamos atrás e não tem nada de concreto, não são médicos, enfermeiros, pesquisadores, biólogos, nada. Meros palpiteiros, nada mais.

Ultimamente, a moda é falar sobre segurança púbica. Vêem-se na TV, os caracteres logo abaixo da imagem: “Fulano, especialista em segurança”. Pesquisa-se a origem dessa especialidade e temos uma ampla gama de subtítulos: antropólogos, sociólogos, filósofos, juristas, jornalistas. Tudo menos profissionais da Segurança. Raras vezes se ouve ou lê um delegado de Polícia ou oficial PM dar opinião a respeito de temas de sua área. Homens e mulheres que estudaram, fizeram graduação, foram à especialização, mestrado e doutorado em suas organizações ou fora delas e na hora de se ouvir alguém se busca um “consultor em segurança”!

Dia desses li artigo de um “especialista” que tecia loas ás tais Unidades de Polícia Pacificadora (UPP), que seriam a panacéia para os males da Segurança no Rio de Janeiro. Com outro nome já tivemos isso no RS. Postos Policiais Militares (ou “Postinho da Brigada”), tais locais tinham sempre os mesmos PMs que faziam ronda no bairro e na vila, registravam ocorrências, prendiam e soltavam, eram uma espécie de xerifes da zona. O efetivo escasseou, não houve mais como manter aquela rede de postos e foram substituídos pelo policiamento motorizado.

Tentou-se a reativação com os módulos e igualmente falhou a modalidade. Logo, as tais UPP não são novidade nenhuma, não foi a Polícia do Rio que as inventou. E também, a julgar pelos últimos acontecimentos, não está adiantando muita coisa. Assim, que os palpiteiros teriam de se acomodar em suas áreas – se é que as têm – e deixar os assuntos técnicos para os profissionais. E a Imprensa procurar não valorizar esses obscuros personagens, procurando quem sabe ou quem estudou para dar as opiniões mais acertadas a respeito de determinados assuntos, abstraída a demagogia, o populismo e o politicamente correto.

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