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Zero Hora de 05/09/02

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Dirigível vai policiar o Rio
Aeronave equipada com câmeras e sensores vai dar apoio às unidades em terra

        Um dirigível começa hoje a patrulhar do céu a Região Metropolitana do Rio, reforçando o policiamento e atuando no planejamento de ações de combate ao crime organizado e na captura de traficantes.

        Fabricado na Inglaterra e equipado com câmeras e sensores especiais, o dirigível consegue fotografar a placa de um carro ou o rosto de uma pessoa a uma distância de até 15 quilômetros.

        A Secretaria de Segurança Pública do Rio mapeou 386 pontos que serão cobertos pela nave, que enviará informações sobre essas áreas para uma central, localizada na sede da secretaria (centro do Rio). A idéia é que informações e imagens ajudem no deslocamento de carros e policiais para as áreas de conflito.

        A empresa Lightship Brasil, que fornece o serviço ao governo do Estado, garante que o dirigível pode resistir a tiros de armas poderosas, como fuzis AK-47 ou AR-15. Segundo o diretor-executivo da empresa, Flavio Kauffman, o dirigível não correrá risco de ser abatido por traficantes porque sobrevoará as áreas perigosas a uma altura superior ao alcance das armas.

        Além disso, segundo Kauffman, há mecanismos de segurança tanto na cabine de controle quanto no “envelope” de gás hélio. A cabine, que transportará um piloto e um operador de sistema, é revestida com um material chamado Kevlar, o mesmo utilizado em coletes à prova de bala.

        E o “envelope”, mesmo furado por uma bala, leva até 20 horas para esvaziar, não havendo problemas para o pouso da aeronave, garante a empresa.

        – Um de nossos dirigíveis já foi atingido por oito balas de AK-47, mas não houve problema. Ele desceu normalmente – contou Kauffman, acrescentando que o aparelho é usado na França, nos EUA, no Japão e na Holanda.

        O dirigível pode atingir uma velocidade de até 170 km/h. A secretaria planeja mantê-lo em vôo entre 12 e 16 horas por dia. A grande maioria das operações será realizada à noite, quando as câmeras e sensores (com raios infravermelhos) têm mais condições de localizar tiroteios ou movimentações em áreas de risco.

        Segundo Kaufmann, a idéia é manter o dirigível estacionado em locais estratégicos para acompanhar as ações criminosas e movimentar o efetivo policial com precisão. A aeronave será testada em um projeto piloto de três meses de duração.

        O secretário de Segurança do Rio, Roberto Aguiar, acredita que o dirigível representará uma grande economia dos recursos. Mas, inicialmente, ele aumentará os gastos com segurança. A secretaria pagará, por mês, R$ 586 mil no aluguel e na manutenção do dirigível. Caso fique com o veículo em definitivo, terá de desembolsar US$ 1,2 milhão.

        – Além de ajudar na segurança, o dirigível vai poder ser usado pelo resto da sociedade, como geólogos, pesquisadores e pessoas que trabalham com meio ambiente – disse o secretário.

A AERONAVE

Programa Um Olho no Céu monitorará 380 pontos críticos já mapeados:

• Chamado de Blimp, o dirigível mede 39,4 metros de largura e 17 metros de comprimento, podendo atingir 170 km/h. A altura máxima de vôo é de 1,2 mil metros
• O aparelho voará de 12 a 16 horas por dia e captará imagens de dia e de noite
• O dirigível funcionará como uma plataforma, terá dois tripulantes (piloto e operador de sistemas), duas câmeras e três sensores com radiação infravermelha. As informações captadas serão retransmitidas a uma central em terra, que articulará os policiais
• As câmeras, fabricadas nos EUA, têm capacidade para registrar com nitidez uma pessoa a 15 quilômetros de distância. Os sensores têm capacidade de identificar, por meio da radiação infravermelha, o tipo de arma utilizado pelos criminosos em tiroteios
• A cabine é revestida com Kevlar – material utilizado em coletes à prova de balas. O “envelope”, mesmo furado a tiro, leva até 20 horas para esvaziar

 

 

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