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PAREM EM NOME DA LEI!

Paulo Panzoldo

“Não havia como evitar as mortes”.

Essa a frase que o Governador de São Paulo pronunciou logo após o tiroteio ocorrido na ‘Castelinho’, em Sorocaba – SP, entre a Polícia e integrantes do PCC.

Por que tanta preocupação se a Polícia agiu com inteligência e com a Inteligência? Sei que muitos defensores dos Direitos Humanos já se pronunciaram – sem eco – contra o ato policial que consideraram violento, porém, gostaria de perguntar a esses tais, se eles seriam capazes de ficar parados à frente daqueles veículos e, civilizadamente, dar a ordem: “Parem em nome da Lei!” Então, imaginam eles, civilizadamente os bandidões desceriam dos veículos deixando para trás seus fuzis, pistolas e metralhadoras e, em fila indiana, se entregariam espontaneamente aos valorosos defensores dos tais “Direitos” com seus ‘oitões’ encaixotados nalguma empoeirada prateleira das bibliotecas de suas casas. Daí passariam os paladinos a pronunciar os direitos constitucionais de cada um dos vitimados pela Sociedade para, só depois, algemá-los, se necessário.

Bem gostaria que fosse assim. Melhor ainda, que não fosse necessário montar uma operação de guerra no meio de uma estrada para bloquear um grupo guerrilheiro. São Paulo não é a Suíça e por aqui, só a tal estrada é de primeiro mundo. O PCC é inqualificável. Também São Paulo não assume de vez que está sendo vítima da guerrilha urbana. Nos chamados ‘anos de chumbo’ os guerrilheiros tinham objetivos políticos e ideológicos. Lutavam armados de revólveres calibre .32 e uma única metralhadora INA, a famosa ‘Lurdinha’, de calibre .45, que serviu em ações terroristas pelo Brasil inteiro. Hoje, a guerrilha possui armamento bem mais pesado e seus objetivos são tão políticos quanto os de seus antecessores. A diferença está apenas na ideologia.

A reação policial foi proporcional à ação esperada e aos policiais que dela participaram cabem todos os méritos. Ao se explicar da maneira como se explicou, o Governador de São Paulo abriu a possibilidade de dúvidas a respeito da “firmeza” prometida. Um ato desses jamais será condenado por qualquer Sociedade que se preze. Melhor seria se o Dr. Geraldo tivesse adotado uma posição condizente com a realidade, a de que São Paulo cansou de levar tiro e fazer manifestaçãozinha na porta de Palácios e Assembléias e que daqui por diante, bandido nenhum vai viver o suficiente para fazer fama às nossas custas. Ele não deve satisfações a quem quer que defenda Direitos de “instituições” como o PCC, e a declaração soa exatamente a isso. “Matamos, mas, por favor, perdoem-nos, foi sem querer, juro. Preferíamos que morressem duzentos policiais a ter que matar um único bandido!”

Está para chegar o dia em que o Governador do Estado mais rico da Nação - seja ele quem for - também se cansará de viajar a Brasília e implorar por caraminguás para aquisição de armas, equipamentos, mudanças na legislação penal e outros quetais (sic), como Escolas e Hospitais. Quem sabe assim, grupos armados como o PCC possam ser enquadrados como guerrilheiros que são, e não como meros assaltantes e traficantes que optaram pelo crime por uma “questão social”. Não estamos mais sob ameaça de guerra, estamos em guerra e temos sim, uma Polícia à altura de vencê-la. Basta que a Sociedade Civil, unida, apóie a instituição, exija o cumprimento de seu Direito à Segurança e não seja obrigada a fazer justiça pelas próprias mãos.

Aos cidadãos bem armados e mal preparados, um pedido: parem, em nome do bom senso! Andar armado não é para qualquer um, com ou sem a devida licença para Porte de Arma, pois esta não é sinônimo de preparo técnico, muito menos de domínio de seu uso tático.

 

 

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