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UMA CRÔNICA DA VIDA IRREAL 

Alberto Afonso Landa Camargo 

A Internet tem lá suas facilidades, prestando-se inclusive, para a troca de mensagens onde se podem expor idéias, discuti-las e, até, debatê-las. Há pessoas que usam este expediente e, não raras vezes, instam outras a discutirem fatos relevantes, enquanto algumas, convenientemente, fazem-se de desentendidas e fogem da discussão.

Majolyno teima em ignorar as facilidades da Internet e se recusa a debater idéias por este meio. Há algumas dúvidas sobre se Majolyno está convicto de que as facilidades da troca de mensagens pela Internet não se presta ao debate, ou se, temeroso de fazer discussões com pessoa sabidamente competente, ignora a proposta e se esconde atrás da teoria superada e inaceitável de que a modernidade nunca será capaz de superar outros métodos tradicionais que se usa para corresponder e debater idéias. Uma dúvida que irá persistir por muito tempo, quiçá para sempre.

Pois Majolyno marca reunião voltada a afetos pródigos em aplausos e ovações. Mas nela comparecem também outros que têm apreensão ilimitada de problemas e vão além da esfera meramente biológica; da interpretação simplista dos problemas; das formas mais vegetativas de vida; da falta de conteúdo em plano mais histórico; da fragilidade de argumentação; do incompromisso com a existência. Dentre outros assuntos anuncia que o seu debatedor dado a cartas pela Internet não está presente para altercar com ele. Uma contradição, pois Majolyno, que se recusa a debater por cartas apesar destas permitirem isto em tempo real, reclama que o adversário foge da disputa presencial. Convenientemente desconsidera que, ao recusar o debate por uma forma, dá o direito de o adversário recusar o método diverso de debate que ele propõe. Majolyno é, pois, também injusto ao não considerar que seu adversário viaja pelo interior da pátria amada e idolatrada com o objetivo de complementar seus salários atrasados que quem o representa omite-se em exigir e, por isto, o tempo marcado para o debate não lhe foi próprio.

Mas Majolyno está feliz. Os afetos que o aplaudem e ovacionam nos seus arroubos estão convencidos de que o homem das cartas pela Internet fugiu ao debate, ofuscado que foi pela sua incontestável performance e capacidade. O homem das cartas pela Internet, por sua vez, está lá, ministrando aulinhas no interior enquanto Majolyno olha com desdém porque decidiu que ele fugiu ao debate.

E o homem das cartas pela Internet também deverá estar feliz, afinal, para que os seus salários atrasados e parcelados sejam normalizados faltavam apenas os arroubos do Majolyno. O patrão de ambos, agora com medo dos enlevos do Majolyno, colocará os salários em dia, afinal, nada causa mais temor e é mais convincente a um mau senhor do que convidar para debate e achincalhar quem não se pode defender porque não está presente.

Como diria o saudoso Chacrinha: “palmas para o Majolyno que ele merece.”

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