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A OPINIÃO E O CONTRAPONTO 

Alberto Afonso Landa Camargo 

Parece que alguns colunistas que têm um jornal à sua disposição para opinar diariamente não conseguem conviver com o contraditório e ficam brabos quando ele ocorre. Além de saírem no “carteiraço”, apresentam argumentos despropositados para justificar o direito de opinar. Senti isto na coluna da Zero Hora de 23 de janeiro, do David Coimbra.

Ora, para emitir opinião sobre educação ou qualquer outro serviço público não precisa arvorar-se à condição de “patrão” dos funcionários públicos. Basta ser cidadão e viver num país livre. Opinar é um direito de todos e, se o David pode fazê-lo só porque tem um jornal ao dispor, que permita que outros que não disponham façam-no livremente, ainda que isto não seja do gosto do colunista, nem seja jamais publicado.

Pagar impostos não é privilégio só do David. Qualquer funcionário público paga. Ou o colunista acredita que funcionário público quando compra o jornal que contém a sua coluna ou paga a assinatura não recolhe impostos? E os impostos que o funcionário público deixa na assinatura da TV e na compra de pacotes futebolísticos, por acaso não têm valor?

Analogamente à figura do “patrão” David, logicamente deduz-se que quem compra ou assina jornal, TV e pacotes futebolísticos torna-se “patrão” dos que trabalham em tais veículos. Ou não é também destes valores pagos pelos funcionários públicos que sai o “plano de participação nos resultados” (PPR) que o David recebe regiamente todos os anos?

Foi a própria RBS que, para aumentar a venda de seus produtos, chamou os assinantes de Zero Hora de “donos do jornal”. Nesta analogia, cada assinante pode se arvorar à condição de “patrão” dos que nele trabalham.

Opinar sobre a politização e a ideologização das discussões entre CEPERS e governo é um direito do “patrão” David, que não pode pretender tirar o direito de que seus “patrões” assinantes opinem contrapondo-se. E o “patrão” David leva vantagem, dada a certeza de que suas opiniões chegam aos seus “empregados”, enquanto que os contrapontos dos seus “patrões” acabam dormitando nas gavetas do “empregado”, ou restam amassados numa lixeira sem que a sociedade deles tome conhecimento.

A relação entre patrão e empregado, apesar da hierarquia, deve ser respeitosa, democrática e primada pela racionalidade. Não pode valer unicamente o que o “patrão” pensa, no mais significativo autoritarismo representado pela idéia de que “sou patrão, mando e a obediência é cega e incontestável”.

E por falar em autoritarismo... “seria bom que alguns colunistas levassem isto em conta. Seria bom. Porque, olha, quem está falando aqui é quem manda. É o patrão”.

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