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PATRULHEIROS
COMUNITÁRIOS

A família Bevilácqua, agricultores de Passo Fundo (foto), é uma das beneficiadas
pelo projeto comunitário da Polícia Rodoviária Estadual (foto Tadeu Vilani/ZH)


Comunidade reforça polícia rodoviária
Projeto aproximando vizinhos de rodovias estaduais e PRE deve abranger todo o Estado

JULIANA BUBLITZ

        Uma experiência pioneira no Brasil e que deu certo em Passo Fundo deverá modificar a atuação da Polícia Rodoviária Estadual (PRE).

        Depois da bem-sucedida experiência na RS-153, o projeto Policiamento Rodoviário Comunitário vai unir patrulheiros e moradores de beira de estradas para melhorar a atuação da polícia no Estado.

        A idéia surgiu em março, quando a PRE de Passo Fundo, liderada pelo major Antônio Gilceu de Souza, decidiu estreitar os laços com a comunidade. Os policiais começaram a visitar a população que vive às margens da RS-153 (kms 0 ao 39) e da RS-324 (kms 118 ao 160) para conhecer as principais dificuldades e cadastrar seus nomes, telefones e endereços.

        Em seguida, convidaram 55 moradores para uma reunião – 46 compareceram –, na qual os policiais distribuíram questionários e definiram o perfil dos moradores – agricultores e comerciantes. Depois da reunião, a PRE ofereceu apoio policial em troca de informações da comunidade, que passaria a avisá-la sobre o surgimento de problemas nas vias. Tamanha foi a aceitação, que os moradores chegaram a comprar um celular para doar aos policias. O aparelho passou a ser usado para pedir auxílio e alertar para acidentes.

        – Ligam para avisar de furtos, de árvores caídas na pista, animais atropelados, acidentes de trânsito e veículos quebrados, facilitando nosso trabalho – disse o major.

        O agricultor Leandro Scolaro, 23 anos, esteve ontem à Porto Alegre para o lançamento do projeto. Proprietário de uma fazenda no km 14 da RS-153, Scolaro ajudou a convencer os moradores a acreditarem na proposta.

        – Já tive a casa assaltada, gado roubado e problemas com pegas na estrada. Era difícil dormir tranqüilo. Depois da integração, eu me sinto mais seguro. Desde março, nunca mais sofri um furto sequer, e os pegas pararam – afirma.

        A experiência será repetida por todos os eixos da PRE, seguindo o método do major Souza. Cada grupo de policiamento irá definir um trecho da estrada que cobre para dar início ao projeto, que será ampliado gradativamente.

        – A PRE não deve cuidar apenas da via, mas da segurança dos moradores e dos freqüentadores. Para isso, é preciso que a população auxilie. Até o final de 2002, o projeto vai abranger todas as estradas – afirmou o secretário dos Transportes, Beto Albuquerque.

Sucesso em Passo Fundo amplia área de atuação

CLAUDIO MEDAGLIA JR.
Casa Zero Hora/Passo Fund
o

        O projeto Policiamento Rodoviário Comunitário foi implantado experimentalmente em Passo Fundo em 25 de maio, pela 2ª Companhia de Polícia Rodoviária Estadual (PRE), num trecho de 15 quilômetros da RS-153, de Passo Fundo a Ernestina.

        O sucesso da iniciativa levou a companhia a ampliar a abrangência da ação para todos os 5.365 quilômetros de estradas controlados em 197 municípios, na Serra, no Planalto Médio, no Médio e no Alto Uruguai e em parte das Missões.

        – Muitos moradores imaginavam que a PRE só servia para atuar em situações do trânsito, o que não é verdade – disse o sargento Paulo Roberto Mariano de Souza.

        A proposta permitiu a aproximação dos policiais com a comunidade, oferecendo tranqüilidade aos moradores e facilitando o serviço dos patrulheiros. Com o aumento da freqüência dos contatos, diminuíram os casos de abigeato, roubos de carros e assaltos a propriedades.

        – Fazemos reuniões mensais com as comunidades para trocar idéias e verificar como está funcionando a integração. Muitos veículos roubados foram recuperados com auxílio dos moradores – acrescentou.

        Ontem, os soldados Delmo Lara Soares e César Luís de Lima visitaram a propriedade do agricultor Adilo Darci Bevilácqua, no km 137 da RS-324, em Passo Fundo. Uma conversa rápida e descontraída reforçou a disponibilidade dos policiais de protegerem o local.

        – Agora ficou mais fácil falar com eles (os policiais). Antes, existia um distanciamento que dificultava esse contato. Ficamos mais tranqüilos. Uma vez, saí para a lavoura e encontrei pedaços de carro na propriedade. Liguei para eles na hora – conta o agricultor.

        – Nossa tarefa pode ser desempenhada ao natural, com a colaboração das famílias que vivem às margens das estradas. Quando estamos procurando suspeitos, por exemplo, fazemos contato com eles, que nos ajudam com informações – comentou Soares.

A PROPOSTA

O QUE É

O projeto pretende integrar a PRE às comunidades que vivem à beira das estradas, fazendo com que o trabalho dos policiais contemple a segurança pública e não só o patrulhamento rodoviário, e com que a população auxilie o trabalho policial

COMO FUNCIONA

• A PRE de cada região escolhe um trecho da estrada sob sua responsabilidade para iniciar a implantação do projeto e tem até dezembro de 2002 para contemplar todo o trajeto
• Passa a fazer visitas periódicas a moradores e comerciantes, preenchendo um cadastro com seus nomes, endereços e telefones
• Marca a primeira reunião com a comunidade, distribuindo convites pessoalmente, para discutir os problemas mais freqüentes e explicar o projeto
• Anuncia um número de telefone específico para o qual os moradores devem ligar sempre que precisarem de ajuda ou tiverem informações úteis para a PRE
• Sugere que a comunidade auxilie no trabalho da polícia com informações sobre acidentes, queda de árvores na via, animais atropelados, roubos, carros estragados etc

RECURSOS EMPREGADOS

• Compra de 36 telefones celulares (R$ 10.764)
• Confecção de 10 mil fichas cadastrais (R$ 1,6 mil)
• Confecção de 10 mil panfletos com orientações (R$ 1,6 mil)
• Total: R$ 13.964

O PROJETO PILOTO

• Foi implantado na RS-153 (entre os km 0 e 39) e na RS-324 (kms 118 ao 160), em Passo Fundo, em março
• Com o auxílio da comunidade, a PRE conseguiu recuperar quatro veículos roubados, fez 22 assistências (a pessoas, veículos com defeitos e travessias de animais), atendeu a duas ocorrências de roubo de gado e a dois assaltos a casas
• A comunidade doou um celular à PRE, usado para chamadas de emergência

Fonte: cartilha do Programa de Policiamento Comunitário

 

 

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