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“CHIFRES EM CABEÇA DE CAVALO” 

Alberto Afonso Landa Camargo 

Enquanto pouquíssimos eleitores e muitos detentores de cargos em comissão derramam-se em lágrimas, candidatos derrotados nas eleições estaduais tentam encontrar “chifres em cabeça de cavalo” para explicar o seu fracasso no último pleito. Buscam justificativas para o seu desempenho negativo dando como causas o fato de que não fizeram campanha em horários de expediente, a incompetência da equipe encarregada da campanha, a quem classificam de “segunda linha”, e ao prosaico argumento de que adversários agiram sem a devida ética fazendo um trabalho de convencimento de última hora com a finalidade de induzir os indecisos à derrubada, que acabou não ocorrendo, de competidor que preferiam enfrentar no segundo turno do pleito. Uma tentativa de safar-se das responsabilidades pela derrota, jogando nos outros a culpa pelo fracasso. Foi, aliás, esta mesma soberba demonstrada e com a qual parece que nada aprenderam, a responsável por derrotas de outros candidatos anteriores que andavam pelas urbes como se a blindagem de uma torre de marfim em que se encastelaram e o nariz arrebitado fossem suficientes a garantir-lhes vitórias. Por se considerarem insuperáveis na administração impossibilitando-se qualquer cogitação em substituí-los, acreditavam injustificadamente que o povo imprescindia deles e que bastava a sua presença ou mera lembrança do nome para a sociedade aplaudi-los feita basbaque.

E assim, enquanto nos domingos de folga deveriam estar em campanha mostrando humildemente os seus feitos e subordinando-se ao interesse popular, preferiam ser responsáveis pelo comando de churrascos familiares, nunca demonstrando, tampouco, qualquer consideração para com a grande massa de funcionários públicos, esta imensamente sacrificada classe do Poder Executivo que vem sendo, há mais de uma década, obrigada a satisfazer-se com as migalhas concedidas como se favor fizessem, enquanto outras classes abastadas, inclusive do mesmo Poder, continuam a receber tratamento salarial diferenciado a ponto de haver um verdadeiro abismo que acaba impondo sacrifícios a uma única categoria.

Que os candidatos que almejam, portanto, ser eleitos ou reeleitos, deixem de ver “chifres em cabeça de cavalo” a justificar seus fracassos eleitorais e comecem a andar com os pés no chão passando a dar mais atenção aos vilipendiados funcionários públicos do Poder Executivo, porque, ao final de tudo, são eles que acabam decidindo as eleições.

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