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Nome: Paulo Tadeu Rodrigues Rosa               Data: 11/02/2002
E-mail:
pthadeu@universe.com.br                   Profissão: Advogado e Professor 
Assunto:

Senhor Editor,
 
Como estudioso de segurança pública saiba que fico muito contente em ver os artigos de nossa autoria publicados em seu conceituado site. Agradeço e muito as oportunidades que foram concedidas. Parabéns pelo conteúdo do site, que tem se mostrado de qualidade, possibilitando o estudo e a divulgação das idéias relacionadas com o direito militar.
Cordialmente,

Resposta:
 
Agradecemos as referências do prezado colaborador, principalmente pelo incentivo que vem dando ao nosso trabalho. São estas manifestações que nos incentivam a continuar com a nossa luta em benefício da prestação de uma segurança pública melhor e mais qualificada ao nosso sacrificado povo. Obrigado e um grande abraço.

Nome: Davi Liduvino - São Paulo - SP                Data:04/04/2002
E-mail:
                                                   Profissão:
Assunto: 
 
Muito se fala em resolver problemas de segurança mas pouco ou nunca se ouviu falar em eliminar estes problemas em suas origens, ou seja, no nascimento de cidadãos com remotíssimas chances de prosperar. Pode-se falar em educação e recuperação de cidadãos com desvio de conduta, mas é científico o fato do nosso aprendizado se dar, em estrutura, até os 7 anos de idade. Sendo lamentáveis  a educação  pública e o ambiente escolar , além da influência nefasta dos familiares, é remota a recuperação de cérebros infectados pelo câncer da miséria (falta de fósforo, péssimas influências da comunidade, maus tratos dentro e fora de casa , etc.). A forma de um jarro de barro deve ser dava quando ele ainda está maleável; depois fica muito difícil eliminar os traumas quando o jarro endurece. Seria muitíssimo interessante um programa para o controle da natalidade aplicado a jovens a partir dos 12 ou 13 anos ( não resolve nada achar um absurdo, pois quem rege a sexualidade são os hormônios, que se manifestam intensamente nesta idade; moralistas e religiosos são competentes em outras atividades ), como os anticoncepcionais subcutâneos que liberam substâncias no organismo durante 3 anos e que poderiam ser controlados, como são as carteiras de vacinação, até os 18 ou 21 anos, ou até que a jovem se estruture em sua vida escolar e profissional. Seria interessante também, nas famílias com renda inferior a, por exemplo, R$200,00 por membro, a laqueadura e/ou vasectomia compulsória com reversão (grampo ou presilha) ou não, dependendo do número de filhos e da estrutura familiar.  Infelizmente as informações disponíveis nos meios de comunicação sobre controle de natalidade são muito pouco eficientes, verificadas a lascividade e as preocupações com assuntos sem importância (muitas vezes medíocres) das pessoas que seriam o  alvo das campanhas.
  A Constituição reza pela autorização destas cirurgias apenas a partir dos 25 anos e o mínimo de 2 filhos, mas nesta fase muitas famílias já estão condenadas à miséria. A limitação do número de filhos tem muitas vantagens para as famílias e para os cofres públicos. Para as famílias, as vantagens são econômica, psicológica (um ambiente com muitas pessoas passando necessidades é pesadíssimo), principalmente para as crianças, que serão melhor alimentadas, receberão mais atenção dos pais e terão muito mais chances de prosperar nestas condições, quebrando ou atenuando o ciclo de miséria de cada geração. Para o Estado, e para os cidadãos em geral, os custos com divulgação, medicamentos, pessoal de campo e equipe médica serão muito menores que os gastos com postos de saúde, hospitais, corpo policial, presídios, limpeza pública, recuperação de bens públicos, transporte público, processos nos tribunais, furto de água e luz, recuperação de ambientes que não deveriam ser ocupados, e outros tantos gastos que gera uma sociedade desorganizada e descontrolada. Uma campanha de esclarecimentos pelos meios de comunicação e atitudes do Governo podem gerar ótimos resultados a médio e longo prazo. Um Estado é forte pela qualidade de seus filhos; nunca pela quantidade. A prevenção é muito menos dolorosa do que esta quimioterapia pesada em que estamos vivendo.


Resposta: 
 A polícia não é a única responsável pelos problemas que hoje existem em relação à segurança pública. Tens razão ao enumerar uma série de outros problemas que influenciam no comportamento social e que determinam não apenas a criminalidade, mas, também, a ocorrência de outros fatos que, embora não criminalizados, se apresentam como nocivos à sociedade que precisa ser organizada conforme padrões de respeito entre as pessoas. Entendo como positiva esta percepção da realidade policial que abordas, visto que demonstra que as comunidades compreendem que, além das mudanças estruturais das polícias, urge que se invoquem e se procedam, concomitantemente, outros questionamentos cujas respostas serão decisivas se quisermos a segurança pública sob controle e realmente voltada ao bem estar da sociedade. 
 Abordas, no entanto, a questão do controle da natalidade pela esterilização ou por outros meios, cuja discussão tem-se mostrado polêmica, principalmente em segmentos religiosos da nossa sociedade. É evidente que estes segmentos, ao se posicionarem contra os diversos métodos anticoncepcionais, acabam indiretamente por influenciar no aumento da natalidade. Já a laqueadura ou vasectomia compulsórias, esbarrariam, em questões de direito, considerando-se que determinaria a perda de uma função do indivíduo, constituindo-se em crime, em tese, de lesão corporal grave este procedimento. De qualquer maneira, como atualmente se discute alterações na legislação penal em nível de Senado e Câmara, seria o momento de os assuntos serem encaminhadas. 
 A discussão sobre este assunto deve, pois, ser conduzida de forma pragmática, menos emocional e, até acrescentaria, menos idealizada. Isto é indiscutível que precisa ser considerado. 
 Obrigado pela sua participação e um grande abraço.

Nome:  Berilo                                       Data: 13/09/2002
E-mail:
beriloao@bol.com.br                           Profissão:
Assunto: 
 O Cel José Vicente da Silva Filho merece ser destacado no seu saite!
 Sr. Cel Alberto Landa, me desculpe, mas sua visão de Polícia está totalmente ultrapassada. Creio que o senhor deveria ler os artigos do Cel Vicente (Instituto Braudel.org.br) para escrevê-los de forma menos corporativista. A polícia deve ser sim unificada para ser eficiente. Se o senhor verificar sua instituição policial militar, bem como as demais no Brasil, seja civil ou militar, verá que ela 'trabalha pra dentro', ou melhor,  os problemas internos são tantos...que o foco volta-se para administrá-los...a comunidade, ora, ela que se vire... Não me tenha mal, mas é a pura verdade. Um dia o senhor  entenderá...

Resposta: 
 O título da sua correspondência assim colocado dá a impressão de que eu em algum momento já repudiei artigos do Cel. José Vicente ou a ele próprio. Apesar de já ter conversado pessoalmente e com ele ter discutido, ainda que superficialmente, o assunto da unificação das polícias, nunca ele me pediu espaço na página. Ainda assim, o saite está ao dispor dele e de qualquer pessoa que queira usá-lo, bastando para isto contatar-me. Se não reproduzo seus artigos é porque estando eles disponíveis em outra página, seria um desperdício de espaço colocá-los em mais uma. A propósito, o Cel. José Vicente dispõe de uma página pessoal cujo endereço é www.josevicente.com.br, através da qual eu tomo conhecimento das suas idéias, razão porque a sua crente mas precipitada recomendação de que eu deveria ler seus artigos fica desconsiderada.
 Não há tampouco, nenhuma razão para pedir-me desculpas pelo simples e único fato de discordar de mim, caro Berilo. Minha formação quer na área profissional, quer na área cultural, me deu condições de respeitar e, em alguns casos, até defender pensamentos diversos dos meus. Não me atrevo a considerar ultrapassada uma idéia apenas pelo fato de que ela não coincide com o que eu penso. Nunca, também, me tive como dono da verdade por mais pura que ela pareça porque, no campo das idéias, ela sempre deverá ser relativizada. Sempre convivi com idéias diferentes e nunca pretendi impor as minhas. Portanto, sendo a sua posição convicta e detalhada na correspondência, não peça desculpas por ela. Defenda-a expondo sem qualquer receio dos que pensam diferente de si. A contradição é que, necessariamente, produz o movimento e é capaz de transformar dialeticamente o mundo.
 Eu não entendi, confesso, a sua expressão “Creio que o senhor deveria ler os artigos do Cel Vicente ... para escrevê-los de forma menos corporativista” (os destaques em negrito e sublinhados são meus). Assim colocada, a expressão passa a idéia de que o senhor me está propondo que eu escreva os artigos do Cel. José Vicente só que de forma menos corporativa o que, convenhamos, seria um absurdo. Da mesma forma, infere que os artigos do Cel. José Vicente é que são corporativos. É isto mesmo ou o senhor quis dizer que os meus artigos é que são corporativos e deveriam ser reescritos?
 Se o senhor tivesse bem interpretado os meus escritos teria visto que em nenhum momento me declaro contra a unificação das polícias, mas, sim, defendo o estabelecimento do ciclo completo de polícia para todas as organizações independentemente de quantas existam, tal como acontece em outros países como França, Inglaterra, Estados Unidos, onde há cerca de 16.000 polícias, Espanha, Portugal, Canadá, etc.  Dimensionar dessa maneira a unificação das polícias acreditando que esta é uma medida milagrosa é desconhecer que transformações são necessárias e urgentes em inúmeros outros setores da administração pública, bem como nas posturas comportamentais das pessoas. O que precisa ser discutido, portanto, não é a unificação somente, visto que esta medida não terá o poder de modificar o atual estado de coisas. Esta discussão está servindo apenas para que outras coisas bem mais importantes sejam convenientemente desconsideradas ou mascaradas pelos governos em todos os níveis, como a questão salarial das polícias estaduais, por exemplo, sem o quê, nunca teremos polícias eficientes independentemente de unificação ou não.
 É de se esperar que, agora, aproveitando a lembrança do Cel. José Vicente na condição de membro do Ministério da Justiça, ele se empenhe em lutar pelo nivelamento dos salários dos policiais estaduais com os salários dos policiais federais. A unificação salarial poderia ser um bom começo para que, depois, se discuta a unificação das polícias em todos os níveis caso estudos sérios e com bases científicas isto venham a recomendar.
 Um grande abraço e obrigado pela sua visita ao saite e pelas sugestões que, sem dúvidas, serão consideradas.

Nome:  Álvaro                                        Data: 05/03/2003
E-mail:
sargalvaro@bol.com.br                          Profissão: PM e Vereador
Assunto: 
Informação
 Gostaria de saber do Cel. porque se cultua nas PMs, a divisão de valores entre oficiais e praças, como se fossem duas classes distintas, o Of. busca sempre um defeito e por mais que o praça faça tudo direito, correto, não dá o devido estímulo? E outro assunto tem relação com o grande índice de alcoolistas na corporação por que fazem da atividade PM uma atividade tão estressante e pouco valorizada?
Agradeço e parabenizo por esta brilhante pagina, e gostaria que mais informações acerca dos direitos dos PMs, como servidor de seu Estado.

Resposta:
 
Esta cisão (prefiro este termo à divisão) entre classes foi alguma coisa maquinada por políticos inescrupulosos e com interesses duvidosos com a intenção de dividir internamente corporações. Conseguido o intento e estabelecida a cisão, as organizações perdem força e os políticos têm mais facilidades em dominá-las. Isto sempre aconteceu ao longo da história e as polícias militares não estão imunes à medida. Na prática, no entanto, esta divisão, pelo menos na Bragada Militar que eu conheço bem, não ocorre. Não se pode confundir divergências naturais ocorridas  entre membros de graus hierárquicos diferentes, o que existe em qualquer organização no mundo inteiro, com cisão. Alguns grupos, uns por interesses subordinados a políticos ou ideologias, outros por absoluto desconhecimento da realidade, se prestam a dar a esta comum e natural existência de graus hierárquicos uma conotação de que é absolutamente impossível a convivência harmônica e salutar entre as pessoas de uma mesma organização.  O que é preciso é que os membros das organizações, hoje divididos e cada um defendendo uma coisa diferente, se dêem conta disto e se unam para obter os resultados que pretendem, adquirindo consciência de que a cisão e os desentendimentos, longe de fortalecê-los, os enfraquece e mais facilmente são submetidos aos interesses duvidosos de outras classes que têm interesse nesta divisão. Aqui no RS, por exemplo, as associações representativas dos diversos grupos se deram conta disto e já há entendimento para a condução conjunta dos anseios comuns das categorias. Com isto houve maior fortalecimento dos policiais militares e não se procura nivelar por baixo as exigências e os direitos como antes ocorria. Ao contrário de se  nivelar todos pela miséria, procura-se fazer o nivelamento pelos que estão melhor aquinhoados, tentando que os direitos, iguais, atendam os anseios sempre pelo que de melhor existe e se pretende.
 A questão da falta de estímulo não é, tampouco, algo que deva ser atribuída a qualquer membro da classe de policiais. O maior exemplo disto é a questão salarial, de responsabilidade dos governantes e não dos oficiais ou de qualquer outro membro da corporação. Apenas para exemplo de tratamento diferenciado e discriminatório, cito o caso das polícias Federal e Rodoviária Federal, cujo salário inicial das carreiras supera os 3.000 reais, enquanto nas polícias estaduais, na maioria delas pelo menos, mal supera 10% disto. Por isto eu insisto na necessidade de que seja reimplementada nas PMs uma consciência social e corporativa para que a união entre as diversas associações de classes passem a buscar a equiparação salarial, por exemplo, com as polícias federais. Esta poderia ser uma causa a qual o prezado amigo, na condição de vereador, poderia debater-se, porque é absolutamente despropositada humana e profissionalmente, que tenhamos tratamentos tão diferenciados entre corporações que, a rigor, executam o mesmo trabalho.
 Quanto ao grau cada vez maior de policiais que se jogam ao alcoolismo e a outras drogas, inclusive ilegais, realmente é preocupante e está na hora de as autoridades começarem a ter uma maior preocupação para com o problema. Aqui no RS a drogadição vem sendo tratada como doença, reconhecida que é pela organização mundial da saúde. É um interessante tema que deve ser debatido amplamente sempre no sentido de recuperar o indivíduo para que ele volte a ter auto-estima. Assim, eu não diria que a atividade policial é tornada estressante, mas que ela é estressante por natureza. Daí a necessidade de maior preocupação para com o problema. Grato pelo contato e cumprimentos pela sua preocupação para com assuntos tão relevantes.

Nome:  Fernando Melo                              Data: 10/03/2003
E-mail:
fernandomelo@mdnet.com.br                Profissão: Sec. Seg. Púb. Acre/Deputado
Assunto:
 Senhor Alberto Afonso,
 De ante mão gostaria de agradecê-lo pelo contato. Fico bastante feliz e fortalecido em poder contar com a experiência de pessoa de seu quilate.
 Parabéns pelo trabalho. Uma verdadeira demonstração de compromisso com a vida e com a sociedade.  Que Deus lhe conserve e proteja.
 Atenciosamente
 Fernando Melo

Resposta:
 
Agradeço as palavras gentis. São estas manifestações que nos incentivam a continuar com o nosso trabalho. Obrigado.

Nome: Moisés                                                      Data: 11/05/2003
E-mail: kingsbill@bol.com.br                                Profissão: Investigador de Polícia (SP)
Assunto:
 Caro colega Afonso...
 Gostei de seu site, devemos nos unir para que todas as Classes Policiais se fortaleçam com a união a nível Brasil, e reconheçam nosso trabalho árduo e de grandes riscos que podemos sofrer, tenho bastante ítens relacionados a nossa carreira,logicamente o principal, seria um salário digno. 
 Um grande abraço...
 Moisés

Resposta:
 Há muito tempo, prezado Moisés, vimos insistindo na idéia de que as polícias devem estar unidas na busca dos seus interesses e dos das comunidades. Tens razão, pois, na tua observação, pois só seremos fortes se formos unidos. O restante, inclusive os nossos interesses salariais, será atendido, com certeza quando demonstrarmos força pela união. Que bom que isto é comungado por outros colegas como tu. Obrigado.

Nome: Diogo Mendonça                                      Data: 28/05/03
E-mail: Mendoncarj@aol.com                             Profissão:
Assunto: Dor de perder um pai
 Bom dia! Me chamo Diogo Mendonça tenho 19 anos moro no Rio de Janeiro. Sou filho de um sargento PM  morto em serviço no dia 12/12/2001 num local denominado fazendinha no Complexo do Alemão. Dói muito ter meu melhor amigo morto e ninguém toma nenhuma providência. E até hoje não se tem um suspeito.
 Agradeço ao senhor ter criado esse site , por que só se vê falarem mal de policiais  e nunca bem.
Que o senhor continue com esse trabalho bonito e que Deus ilumine ao senhor ,sua família e a todos os policiais
 Um Grande abraço.
 Diogo Mendonça

Resposta:

 Fiquei sensibilizado ao saber que, muito cedo, foste privado do convívio do teu pai que, demonstras, amavas muito. Tocou-me o teu sentimento. A dor da perda de qualquer pessoa querida é impossível de ser dita porque o sentimento nunca estaria adequadamente traduzido, portanto, não vou falar sobre isto, até porque a tua compreensão é imensamente maior do que a minha. Solidarizo-me contigo, com a tua dor e com a falta que que o teu pai e amigo te faz.
 Trabalhei trinta e cinco anos na PM do Rio Grande do Sul e vi uma razoável quantidade de colegas e amigos tombarem ou ficarem inutilizados pela insanidade de outras pessoas. Trago ainda todos eles na minha lembrança. Além de irreparáveis estas perdas, lamenta-se, também, o descaso e o esquecimento destes companheiros por parte, principalmente, de governos e mais governos que se sucedem e preferem, paradoxalmente, dar mais atenção aos algozes destes nossos indigitados colegas.
 Compreendo a tua dor, prezado amigo, mas certamente teu querido pai, em algum lugar privilegiado junto a Deus, está a olhar por ti e por tantos outros companheiros que, na luta diária contra o crime, arriscam suas vidas anonimamente e continuam a ser incompreendidos como profissionais, como pais, como irmãos, como filhos e como amigos. Nós, ao contrário, continuamos sempre solidários.
 Com certeza teu pai, onde estiver, está orgulhoso de ti, em especial pelo amor e pelo carinho como te lembras dele.
 Recebas um grande e fraterno abraço e a minha solidariedade.

Nome: Sixsat                                                         Data: 16/03/2005
E-mail:                                                  Profissão:
Assunto:
Socorro
 Não me sinto segura em revelar o nome do meu filho no seu site, mas peço ajuda no sentido de direitos humanos. Preso em 10/03/05 no Rio de Janeiro, envolvimento em seqüestro, foi espancado e terá novo interrogatório com nova seção de tortura. É difícil o Estado aplicar a pena justa. Recorrer à investigação com direito à defesa, seja paga ou gratuita, pago advogada, já não tenho mais dinheiro, fui casada com um oficial do Exército e peço que entenda que eu sei o que é ser correto, ou seja, o que a disciplina militar cobra de uma família, de sua corporação. Infelizmente meu filho estava no local errado e acabou envolvido nesta desgraça. Me oriente onde eu posso pedir ajuda. Neste interrogatório, a sua advogada pode estar presente? Ou quem poderá impedir a ação dos covardes? Me ajude, por favor! Não divulgue o meu e-mail.
 Que Deus o abencoe!
 Agradeço o espaço.
 Sixsat

Resposta
 
Prezada senhora:
 A ajuda a senhora pode conseguir junto ao Ministério Público, a quem pode recorrer. Quanto à advogada, ela pode participar do interrogatório.
 Se a senhora, ou no caso o seu filho, está sendo assistido por advogada, esta tem a obrigação de prestar toda a assistência jurídica necessária, inclusive informando-lhe dos seus direitos e dos recursos que podem ser impetrados junto ao juízo competente. Se ela não está fazendo isto, troque de advogado.
 Se a senhora não tem dinheiro para constituir advogado, pode recorrer à defensoria pública que o Estado disponibiliza, não tendo isto qualquer custo.

 Dr. Afonso:
 Agradeço suas palavras. Eu realmente estava muito aflita e a advogada já tomou as providências solicitando corpo de delito e o acompanhará no depoimento. Eu não sabia que era com o juiz. Vou fazer um agradecimento em sua página pela pronta resposta em meu auxílio. Mostra que neste mundo ainda existem pessoas sérias dispostas a ajudar o seu semelhante.
 Deus o recompensará, obrigada!
 Sixsat

 Prezada senhora:
 Não há o que agradecer, fico feliz em poder ter ajudado. Estou ao dispor e espero que tudo seja solucionado a contento.

Nome: O Quinto Poder                                                 Data: 17/03/2005
E-mail: contato@oquintopoder.com.br                    Profissão:
 Assunto: Agradecimento
 Sr. Cel.:
 Seus artigos são brilhantes e em muito ajudam a classe Policial. Muito obrigado pela colaboração.
 Atenciosamente.
 O Quinto Poder

Nome: Timewarrior                                                    Data: 21/08/2005
E-mail: timewarrior@ig.com.br                                Profissão: policial militar
 Assunto: carta aberta, desabafo
 Sou policial militar reformado da PMERJe é com grande tristeza e profunda decepção,que vejo todo o esforço e sacrifício que fiz durante mais de 20 anos de luta,10 dos quais no Nucoe/Coe/Cioe/Bope, deixando o convívio com minha família relegado à segundo plano, para lutar por uma causa que eu acreditava ser válida; uma sociedade em que minhas filhas pudessem viver melhor, com mais justiça social, liberdade, saúde, lazer e educação, mas vejo hoje que foi tudo em vão,pois o que todos podemos ver são pessoas sem escrúpulos, brandindo bandeiras de direitos humanos, mas somente quando as pseudo vitimas são marginais e que a mídia divulga terem sido executadas pelas forças de segurança pública, como se fossem vitimas inocentes e não o que realmente são, monstros que quando armados e em maioria, não hesitam em submeter cidadãos de bem à sua sanha assassina e sanguinária, cidadãos estes que são esquecidos por aqueles defensores de direitos e, tambem, pelas autoridades constituídas, pois, como diria Golda Meir, grande líder israelense, para se combater o crime se faz necessário ações estrategicamente planejadas e ao diabo com as regras! E não ações pirotécnicas inócuas, que nada resolvem a não ser servir de palanque para discursos hipócritas e demagógicos, criando cortinas de fumaças, para esconder os problemas existentes e a incompetência e a incapacidade de resolvê-los, pois restaurantes, futebol, farmácia a 1 real nada  resolvem, porque se tais artifícios são necessários (e a população assim os vê} é porque não há trabalho para que as pessoas possam, de maneira digna, sustentar aos seus e, desta forma, reduzir o número daqueles que em desespero famélico caem nas teias do crime, mas, como gerar empregos em um país dominado pela corrupção, pois como podemos verificar, com os recentes escândalos de malas de dinheiro de origem obscura trocando de mãos, com a alegação de serem originadas do mercado da fé, ou cuecas recheadas de dólares, ou ainda mesadas milionárias para se comprar fidelidade política, ou paternalismo demagógico como fome zero que dá o peixe, mas não ensina a pescar, como se diz no adágio popular e o espetáculo revoltante e deprimente de vermos aqueles que teoricamente deveriam representar a vontade  popular fazendo discursos apregoando ética e honestidade e, momentos após, posando na primeira página como envolvidos em alguma falcatrua, obrigando-nos a duvidar da seriedade das instituições e de seus propósitos, haja vista que em todos os níveis governamentais nomeiam-se apadrinhados e apaniguados, para preencher cargos governamentais em detrimento da qualificação técnica, como pudemos observar em Furnas/Itaipu, em que o critério de nomeação foi o "QI" {quem indica} e não a capacitação técnica, conforme fartamente divulgado na imprensa, mas o que se esperar de elementos em que a coisa pública é ferramenta, não para desenvolver um país de gigantesco potencial como o nosso e, sim, para atingir objetivos e atender vaidades e ambições pessoais, ainda que disfarçadas de objetivos democráticos em que muitos falam de direitos e, alguns poucos e nobres abnegados ainda lutam pelos deveres a exemplo negativo do casal diminutivo {será este diminutivo,um reflexo involuntário de personalidade, ou de incompetência, ou de pequenez mesmo?} que governa{?} o estado do Rio de Janeiro, em que em detrimento da valorização do profissional de segurança pública, de seu aprimoramento profissional, escudam-se em apelos populistas, visando alavancar a candidatura do sr. diminutivo à presidência da república e alegando uma pseudo falta de recursos, anunciam com grande estardalhaço e fanfarras, o generoso reajuste de 17% dos salários, parcelados em 5 vezes, o que nos soa como deboche ou achincalhe, deixando ainda de fora de tão bondoso gesto pensionistas, daqueles que deram a sua vida para que os que estão no poder pudessem aí estar,  sem serem mortos ou violentados por aqueles a quem tão ciosamente protegem, assim como à nível federal, aqueles que se dedicam a este BRASIL, são escorraçados e apontados como agentes e causa das mazelas criadas por seus próprios detratores, pois as denúncias de delitos diversos explodem como fogos de festas juninas, mas após um tempo são encobertas ou quando muito apresenta-se um bode expiatório, sobre o qual joga-se toda a culpa, mas como levar-se a sério tais apurações,quando vemos fatos tais como:caso Staheli; anões do orçamento; diretório de Campos; prestação de contas dos {DES}governos Garotinho/Benedita; caso Chiquinho da Mangueira; caso Waldomiro Diniz, somente para citar alguns em universo tão vasto de fatos negativos que deveriam envergonhar a todos, mas que infelizmente não o faz, até aonde nossa sociedade irá sujeitar-se a tais absurdos, que vejo agora coroados com o atestado de incompetência e irresponsabilidade, que é esta campanha de desarmamento da população ordeira, visto que os marginais {e não cidadãos,como aquele gaúcho falava, sem ofensa aos meus irmãos do sul!}estão mais armados {granadas, minas terrestres, lançadores de foguetes, etc} e atrevidos do que nunca, ditando regras e horários, decidindo quem vive ou morre impunemente! Começo a achar que, mesmo debochadamente, minha filha menor começa a ter razão quando diz que vai para Kiribaiti!

Nome: Sixsat                                                         Data: 30/10/2005
E-mail:                                                  Profissão:
Assunto:
Me ajude mais uma vez
Alberto Afonso:
 Como já te escrevi em um momento muito difícil, o sr. Me ajudou... nunca imaginei esta situação e hoje observando seu site é bem visitado por policiais da ativa e aposentados, bem aí vem eu novamente te incomodar. Na última visita meu filho me informou que na casa de custódia Pedro Mello, aqui no RJ, amanhã os presos irão reivindicar melhorias: assistência jurídica, médico, alimentação; a quentinha chega azeda, eu presenciei uma quentinha aberta para qualquer cachorro comer e nem sequer foi tocada, ou seja, irão entrar em greve de fome e o meu filho está apavorado. Construí todo um perfil sanguinário para que seja respeitado e eu me comparo a vilã da novela das 20:00 hs Djanira Pimenta. Hoje eu sei que para chamar a atenção as vezes alguns têm que ser sacrificados “é o sistema”, tento passar para o grupo que a sociedade está pouco se lixando se eles comem comida estragada. Se seus direitos são violados a sociedade quer esquecer que esiste uma população carcerária, que os presídios estão em péssimas condições com ratos e baratas. A realidade esta é a nossa vingança, onde estão os nossos direitos quando um bandido invade a nossa casa; bem, esta é a minha situação atual, lido com um bando de cabeças ocas, já não sei de que lado eu estou, os meninos me pediram ajuda para que eu denunciasse. Mas como eu faço, sei que é para a comissão dos direitos humanos com um abaixo-assinado? Ou coisa pareceida?
 Por favor, me dê mais uma luz mais uma vez! Se não responder eu vou entender.
 Um abraço.

Resposta
Prezada...
 A administração carcerária compete ao Poder Executivo. Não sei aí no Rio de Janeiro a qual secretaria essa administração está ligada. Só para dar um indicação, aqui no Rio Grande do Sul a administração está vinculada à Secretaria de Segurança Pública. Um alternativa, desta maneira, seria procurar a Secretaria de Estado à qual a administração prisional está ligada e encaminhar as reclamações, pois alguns fatos ocorridos em presídios não são, sequer, do conhecimento da administração, que pode encaminhar soluções em níveis administrativos.
 Outra alternativa pode ser o encaminhamento da questão ao juiz titular da Vara das Execuções Penais e ao Promotor Público que atua junto à referida Vara. Eles têm competências para requerer do Estado o cumprimento das garantias individuais previstas na Constituição Federal.
 A procura por órgãos que atuam na defesa dos direitos humanos é uma outra alternativa, visto que através deles os responsáveis junto ao poder público podem ser contactados com maior facilidade para se inteirarem dos problemas que relatas.
 Um abraço.

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