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 OS CARIOCAS PEDEM PAZ: O TRÁFICO AGRADECE

Sandro Guidalli

Não há outra causa plausível para as mais novas manifestações de paz, desta vez realizadas pelos estudantes da Universidade Estácio de Sá, do que o embotamento da razão, efeito, por sua vez, da antiga propaganda em favor da criminalidade e seus agentes realizada pelos intelectuais, sociólogos e jornalistas brasileiros.

Depois de mais uma ação criminosa no Rio, a que atingiu a estudante Luciana Novaes, 19, baleada no rosto quando estava no campus do Rio Comprido da Estácio, seus colegas saíram às ruas ontem não para pedir mais energia da polícia ou a guerra contra os bandidos, como seria normal acontecer numa sociedade saudável e lúcida. Agitando suas mãozinhas em forma de pombas, eles pediam o que os traficantes e seus defensores na Zona Sul querem que eles peçam: paz.

É que enquanto a sociedade permanece mobilizada em torno da não-ação, os comandos organizados continuam agindo sabendo que não serão importunados. A coisa começará a mudar para eles, talvez, o dia em que ao invés de pedir paz, os estudantes da Estácio saíam às ruas pedindo guerra contra o narcotráfico.

Mas a supressão do raciocínio mais elementar que paralisa a população carioca já alcançou tal nível que a simples menção de algo que possa sugerir a matança de bandidos como numa verdadeira guerra provoca horror e indignação naqueles que deveriam ser os primeiros a refutar o contrário disso.

Toda a classe intelectual que há anos transforma bandidos em heróis deveria estar assustada diante do que ajudou a provocar. Filmes como “Carandiru”, “Cidade de Deus”, “Ônibus 174” e outros que exaltam os criminosos ora transformando-os em “vítimas” da sociedade, ora fazendo deles um exemplo de rebeldia nos moldes da equação sociedade capitalista vilã X pobre marginal oprimido formam hoje o “senso comum” da sociedade brasileira. O resultado de tamanha inércia está aí: criminalidade galopante e o descontrole total do poder público perante o tráfico de drogas.

A constatação de tudo isso é óbvia: os defensores dos Direitos Humanos para os bandidos venceram. Agora é só assistir a farra deles.
 

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