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PRIMEIRO O BRASIL

Percival Puggina

   Pessoalmente, não tenho dúvida alguma. Antes de sermos gaúchos, somos brasileiros. Antes de sermos de esquerda, centro ou direita, civis ou militares, brancos, negros ou índios, somos brasileiros. Antes de pertencermos a este ou àquele partido, somos brasileiros. O Brasil vem em primeiro lugar. Tal é minha convicção a partir de um sentimento de amor ao meu país.

   Embora tal sentimento me tenha sido inculcado na família e na escola, não descrevo uma emoção pueril mas algo profundamente humano, presente e arraigado em qualquer povo ou nação. Indague a um japonês, a um francês, a um espanhol ou a um português, o que significa ser japonês, francês, espanhol, português, e você ouvirá expressões de abrasado orgulho cívico. Faça essa pergunta a um argentino! E se você o julgar exagerado, repita a interrogação a um paraguaio ou a um boliviano.

   Assim são as nações. Elas festejam suas datas cívicas e reverenciam seus grandes homens, heróis, libertadores ou fundadores. No Brasil, porém, sobre o hábito galhofeiro de rirmos de nós mesmos, veio juntar-se, de uns tempos para cá, um nacionalismo sodomizado pela ideologia, que só se manifesta quando penetrado por ela até as entranhas.

   Foi esse nacionalismo de aluguel que, de norte a sul, avacalhou a festa dos 500 anos. É ele que chega às nossas salas de aula com louvações aos revolucionários da esquerda latino-americana enquanto silencia, mesmo nas datas nacionais, sobre o índio Felipe Camarão, o negro Henrique Dias, o branco José Bonifácio. É esse nacionalismo sem alma nem brio que, despido de qualquer constrangimento, entrega o pavilhão nacional aos ratos, conquanto a imagem e a mensagem emprestem pano de fundo para as bandeiras vermelhas que, a estas sim, brandem com vigoroso orgulho.

   Em Giruá, suspenderam o Desfile da Mocidade. Usarão a data para uma reflexão sobre as mazelas nacionais. Não lhes basta o ano inteiro para fazê-lo (e como o fazem, própria e impropriamente, em todo dia e lugar!). Precisam assenhorear-se também, para a ideologia e para o partido, da data que é de todas as raças, credos, classes e regiões. E ainda encontram quem os ouça. 

 

 

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