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BARREIRAS QUE RACHAM 

Alberto Afonso Landa Camargo 

Já foi dito que ações policiais concentradas e de grande impacto denunciam que a missão primordial da polícia ostensiva de atuar inibindo o crime pela sua presença constante, falhou. A confissão tem ocorrido todos os dias com a proliferação de barreiras pelo Estado, paradoxalmente instaladas sempre nos mesmos locais, dias e horários, como se criminosos escolhessem para a prática de seus delitos sempre as mesmas estratégias. Já se disse, também, que estas ações só são eficazes em situações pontuais, perdendo a razão quando o prazo se alonga e se tornam rotineiras e conhecidas. Não se pode menosprezar a inteligência dos criminosos e acreditar que não sejam capazes de encontrar alternativas para contornar ataques a seus interesses. Também eles são capazes de planejar ações com finalidade de neutralizar o combate que a polícia lhe impõe. Isto é o mais elementar em qualquer atividade, lícita ou não.

Esgotada a eficácia das barreiras e tendo os bandidos encontrado formas de não mais se depararem com elas, é chegado o momento de se encontrar outras maneiras de combater o crime. Sempre que se planeja uma ação, por mais que seja possível a sua permanência no tempo, não se pode desconsiderar a dinamicidade que governa o mundo. Dentro desta lógica, a polícia, além de pensar como tal, deve colocar-se na mente daqueles que costuma combater para descobrir e avaliar as possíveis alternativas que possam usar para driblar o que ela planejou.

Em todas as organizações sempre haverá estrategistas e executores, aqueles para planejarem as ações e estes para conduzirem o planejado. O risco que se corre quando os que deveriam ser estrategistas arvoram-se a executores é exatamente a falta de avaliação do futuro, dado que enquanto os executores devem pensar unicamente o momento e a tarefa confiada, aqueles precisam estar em constantes estudos avaliando a evolução dos acontecimentos para encontrarem alternativas que mantenham a eficácia do planejado quando exaurida a de ações anteriores.

Por outro lado, não há que se pensar que ações de impacto não afetem a vida da população em geral. Num primeiro momento, é natural que todos aplaudam as medidas, afinal, a criminalidade deve ser combatida. Chega um momento, no entanto, em que a rotina de ser atacado e vistoriado todas as semanas acaba incomodando quem não é dado ao crime e, o antes incondicional apoio, se transforma em críticas.

É preciso, pois, que as decisões de cúpula privilegiem a realidade que vivenciamos ao contrário de investir em ações mais visíveis, estas em detrimento das de longo prazo cuja inexistência de brilho certamente será compensada pelos resultados.

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