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A SEGURANÇA DOS BANDIDOS

Alexandre Garcia

   Eu ainda tinha dúvidas sobre a polêmica de ter ou não ter arma em casa, até no fim-de-semana, quando uma foto no jornal mostrou meninos de um morro carioca, armados até os dentes. Era um fuzil AR-15, uma submetralhadora Uzi, uma escopeta, e  duas pistolas automáticas de 9mm. Nenhuma dessas armas teria sido encontrada na casa de algum cidadão “de bem”. Elas não podem ser registradas. Todas são armas privativas de forças armadas ou policiais.

    Se a gente levar a sério o argumento de que devem ser proibidas armas em casa porque elas abastecem os bandidos, então devem ser proibidas as armas do exército e das polícias, porque os bandidos estão usando armas iguais às daquelas forças. A conclusão é tão absurda quanto o argumento dos que querem retirar do cidadão o direito de defender sua família. Um direito que nasceu com o gênero humano. Na Austrália, quando tiraram as armas das casas, o ataque a residências cresceu 70%. Os bandidos passaram a ter a segurança de que não haveria reação.

     Também no fim-de-semana, a polícia encontrou o matador do prefeito de Santo André. Ele tinha, em casa, um fuzil AR-15 e pistolas 9mm. Se não foram armas roubadas da polícia, são armas contrabandeadas, traficadas. A bandidagem não se abastece de armas permitidas para o registro doméstico, de calibre 22 ou 32. É pouca potência. Nem de espingarda. A arma longa que querem é o AK47 ou o AR15. (Nós, jornalistas, que não entendemos de armas, chamamos essas armas de “armas pesadas”. Arma pesada é a que um homem não consegue carregar. Uma metralhadora Browning .50 é uma arma pesada, assim como um morteiro 81 ou um canhão. Fuzis são armas leves. Longas e automáticas, mas leves. Tanto que o usado pelo Exército Brasileiro se chama FAL, que quer dizer Fuzil Automático Leve.)

     Também nós, jornalistas, ficamos escandalizados, tremelicando, quando o Senador Íris Rezende declarou ter 14 armas em casa. Mas podem ter certeza que a bandidagem vai pensar duas vezes antes de entrar na casa ou na fazenda do Senador. A senadora Emília Fernandes, do PT gaúcho, já espantou assaltante duas vezes. Uma, de arma em punho, fazendo-o pular o muro de seu quintal à bala; outra, fingindo que iria sacar o revólver da bolsa. É claro, arma não é brinquedo. É preciso ser guardada fora do alcance de quem não souber manejá-la e é preciso ser muito bem conhecida, ter bom treino com ela e muito equilíbrio mental antes de pensar em usá-la.

      Proibir arma em casa significa banir também as facas da cozinha. Outro argumento é de que o revólver em casa é  um convite para ser usado em briga conjugal ou com vizinhos. E a faca, não? Um levantamento feito no Rio Grande do Sul, mostra que dos homicídios julgados, 66% foram com arma de fogo e 34% com faca. Dos réus que usaram faca, 70% foram condenados; dos que usaram arma de fogo, 73% foram absolvidos. A arma de fogo tem sido mais usada para legítima defesa. A faca, para agredir.

        A arma de fogo tem provocado acidentes com crianças? Sim. Mas com base nesse argumento, é preciso proibir as famílias de incluírem o álcool nas compras no supermercado. O número de acidentes infantis com álcool é dezenas de vezes maior. Será que, impedidos em nosso direito de ir-e-vir ainda temos que ficar trancados em casa, e ainda assim esperando um assalto a qualquer momento? Tirar as armas das pessoas de bem é fácil. Basta fazer a lei que muitos estão propondo. O desafio é tirar as armas dos fora-da-lei. Como escreveu o ministro o STM, Flávio Bierrembach: “Desarmar as vítimas é dar segurança aos facínoras.”

 

 

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