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A LÓGICA DO DAVID (II)

Alberto Afonso Landa Camargo 

Como sempre guardo tudo que escrevo, fui pesquisar o texto que mandei ao David como contraponto à sua coluna escrita em 2007 sobre as vaias ao Lula. Confesso que não encontrei, nem enrustidas nas entrelinhas, nenhuma praga rogada a ele, nem a mínima evidência de que lhe tenha desejado ser vitimado por algum infortúnio. Ao generalizar, no entanto, na sua coluna deste último seis de fevereiro, ele acabou colocando-me, só pelo fato de ter-lhe mandado um imeil na época, como um dos que lhe rogou pragas e desejou que desaparecesse. Significa que é também injusto nas suas conclusões. Isto já está virando paranoia, dado que, segundo ele, quem pensa diferente o ofende e, agora pasmem, basta não concordar com ele para ser acusado de querer o seu desaparecimento. Embora eu insista em que a discussão deva primar pela lógica, pela racionalidade, já estou achando que outra ciência deva ser invocada sob pena de, daqui a pouco, a própria lógica ser incapaz de explicar alguns argumentos, mesmo que incluídos nas inúmeras falácias estudadas desde que Sócrates e os sofistas empreenderam seus debates.

Mas generalizar parece continuar sendo a sua prática. Uma inconsistência lógica que ele recusa admitir. Faz parte da soberba a inadmissão de erros por mais evidentes que sejam. Principalmente quando é fácil manipular a opinião pública tendo um veículo de propaganda poderoso ao dispor.

Falando em inconsistência, na coluna ele volta a mudar o foco da questão, falando sobre eventuais pessoas que tenham vaiado o Lula e agora estejam dentre os 84% que o aprovam. Ora, o que está sendo discutido não é isto, até porque qualquer um tem direito a mudar de opinião, embora alguns não o façam porque a soberba não permite. Qualquer pessoa que tenha mudado de opinião para apoiar ou desapoiar Lula ou qualquer governante está no seu pleno direito e demonstra grandeza de espírito.

O assunto que se propôs discutir e do qual o jornalista foge é o direito de vaiar ou de não vaiar independente da classe social a que pertença. O que se discute é o direito reivindicado pelo David – com razão – de vaiar os funcionários públicos em geral, enquanto nega a quem quer que seja o direito de vaiar uma autoridade, que, apesar da hierarquia, está no mesmo nível de qualquer funcionário. Ou será que voltamos ao autoritarismo do regime militar quando vaiar autoridades era crime contra a segurança nacional e atirava em porões insalubres quem a isto se atrevia?

Seria oportuna a manutenção do foco da questão, obstruindo-se a troca de assunto sob pena de que, daqui a pouco, ninguém mais saiba sobre o que se discute dada a mistura de assuntos que na maioria dos casos não são sequer conexos. Esta é a lógica que deve comportar qualquer assunto que se escolha ser discutido. Não for assim, tudo nunca passará de inúteis bate-bocas...

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