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CRIMINALIDADE ADUBADA

                                                                                      José Bacchieri Duarte

   À medida que o crime prospera, maior é o número daqueles que descobriram ser burrice ganhar o pão com trabalho honesto. A impunidade que eles percebem existir estimula-os a exercitar “vida fácil”, mesmo que para tanto tenham de sacrificar pessoas e bens alheios, que nada significam para essas bestas que o Estado, fraco e notoriamente condescendente, mais parece proteger do que submeter a regramentos adequados a quem pratica crime. O criminoso sabe que a desonestidade é um bom negócio, modo fácil e seguro de ganhar a vida, sem perigo algum. Num fim de seqüestro bem administrado pela polícia, o secretário da Segurança Pública sai abraçado com o seqüestrador, dispensando zero de atenção aos que serviram de reféns. Essa farra estimula a desordem, banaliza o crime.  

   Por mais revoltados que sejamos contra as perversidades que o modelo econômico em que vivemos impõe a milhões de irmãos nossos, não tem sentido imaginar que os crimes só serão evitados – ou pelo menos sensivelmente reduzidos – quando a distribuição da renda for mais justa e as desigualdades sociais, suprimidas. A defesa dessa tese é capciosa e só encontra defensores naqueles que exatamente se valem da pobreza e da miséria para recolherem benefícios eleitorais. Quando o secretário berra que “assaltos a ônibus são problema social, não de segurança”, comete heresia contra o regramento natural que deve presidir as relações entre as pessoas e aduba o terreno para que a criminalidade prospere. Todas as vezes em que fui vítima de assalto, não o fui por pobres meninos de caras pálidas e esquálidas, mas por atléticos e bem alimentados homenzarrões, malandros, larápios profissionais que sabem que contam com a proteção das leis e dos seus agentes. Eu vi a cara deles, debochados, sorridentes, patifes. Tornou-se fastidioso apontar os absurdos que estão acontecendo todos os dias. A sociedade já está anestesiada. As invasões estimuladas, as depredações, os saques, a ação dos traficantes de drogas nas escolas, tudo isso, com a repetição diária, já não sensibiliza mais ninguém. 

   Sem ordem, será impossível melhorar o mundo e a vida. A ordem tem de presidir as relações da família, do trabalho, da escola e até de uma simples partida de futebol. Já imaginaram uma partida sem juiz? O jogo não terminaria.

   Ordem jamais significou autoritarismo. Significa, sim, obediência a normas absolutamente indispensáveis para que homens e mulheres de todas as partes do mundo possam conviver de maneira saudável, como gente e não como animais, sem querer ofender a todos estes.  

   Assim como as coisas estão acontecendo, será muito difícil reverter a situação e restabelecer um clima no qual possamos criar, aperfeiçoar a convivência, cultuar o belo proceder e os belos princípios. 

   Só um mutirão da sociedade será capaz de reverter a situação. Não dá para continuar esperando pela proteção do Estado, que até parece conivente com o processo de subversão da ordem. Por isso merece apoio integral o Movimento Sinal de Alerta, iniciativa privada que começa a se alastrar por todo o Estado, com repercussão nacional. É indispensável que as autoridades policiais possam exercer sua função constitucional plenamente. Primeiro, porque têm força suficiente, estrutura, organização; segundo, porque têm permissão para assim procederem. Ou se preparem todos para o caos.

 

 

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